
Recomendação de filme: Step Up, 2006. Matei a aula de inglês e fui ao cinema. Simplesmente estava sem a menor paciência pros modal verbs e para os coleguinhas que querem entender um livro inteiro sem se dar ao trabalho de lê-lo. Dando uma olhada na programação (e tentando não me arrepiar diante da “bela” tradução do título), acabei escolhendo o filme em questão – Step Up. Bom, se você gosta de filmes inconseqüentes com dança e música que dá vontade de balançar a cabeça no mesmo ritmo, essa pode ser uma boa escolha p/aquela tarde dormente na qual vc não tem nada melhor pra fazer. A trama não é especialmente elaborada ou surpreendente (exceto por um breve twist lá no final), o cara fica com a mocinha no final e tudo o que se espera de um filminho nesse estilo. A trilha sonora e a coreografia são excelentes, a fotografia é surpreendentemente bonita (pelo que entendi, o filme supostamente se passa em Maryland). As atuações são satisfatórias, nada digno do Oscar, mas o careca dourado é supervalorizado às vezes, não é? A mocinha (Jenna Dewan) esteve também no maravilhoso Take the Lead c/ Antonio Banderas. E como eu adoro ver gente dançando, filmes assim são sempre válidos. Adoro pagar meia no cinema, me permite ver filmes bobos sem a menor dor na consciência... ^^ Recomendação de “mantenha distância, material tóxico capaz de destruir células cerebrais”: Revista Contigo! Não compro revistas de fofocas. Eu nem sei quem são aquelas pretensas celebridades (e Deus salve a TV à cabo). Mas sou assinante da Super, que eu conheci há muito tempo atrás, quando ela ainda se chamava Superinteressante. A editora, usando uma tática de marketing já previamente estabelecida no mercado do tráfico de drogas, me deu um “presente” – seis (ou oito, sei lá!) edições gratuitas da Contigo!. Vocês sabem, as primeiras são de graça pra viciar o cidadão incauto. Enfim, como era de graça e de fato a minha mãe assiste às malditas novelas, eu dei de ombros e soltei um “tá, que seja”. O que eu não imaginava era o teor tóxico de tal publicação... A revista chegou e eu, com esse meu complexo de cupim por papel, fui folhear a porcaria. Papel excelente, a parte de produção fotográfica da revista é impecável, tem uma crônica graciosa do Miguel Paiva e o que tem de bom acaba aí mesmo. Pq são cento e setenta páginas (sim, vc não leu errado, 170) do mais puro e absoluto NADA. A vida e a obra de famosos ninguéns (quem quer saber que a célebre sei-lá Danielle Suzuki – quem?! – perdeu a virgindade aos 18 anos com um cara q a convidou pra ir molhar as plantas?!) ricamente ilustrada e com chamadas do tipo “Goleiro Roger faz campana na praia diante do apartamento de Adriane Galisteu” (ok, nada tão elaborado assim, eu apenas não vou queimar minha retina relendo essa chamada idiota). Coisa de cinema. De filme de horror onde a humanidade inteira tem seu cérebro devorado por zumbis em forma de TV... A cada página, eu me horrorizava mais. Um espetáculo de dança (“Olha só, esses famosos também tem cultura”...) protagonizado por todas as filhas de famosos que já nasceram nessa terra. Só ficou faltando a filha da Carla Perez com o Xandy, pq a Sasha, a Chica e a Xata estavam lá. Uma reportagem com a biografia de Roberto Carlos. E claro, a matéria de capa, como não?! O Aniversário de Angélica. Com cada detalhezinho de quem foi, como foi, vestindo o que, comendo o que e até que horas o Luciano Huck jr. fez caca. Me diz se saber isso não é algo essencial na vida de cada brasileiro que tenta pagar as contas e levar uma vida relativamente digna. Pela ênfase, deve ser, eles estão certos e eu estou errada. Sintetizando, a revista não serve sequer pra limpar o chão (aquele papel brilhante e caro não absorve nada). Dói pensar que cortam árvores e poluem rios pra publicar esse tipo de lixo. Lixo por lixo, eu realmente prefiro quadrinhos – acho que o perigo de destruição de neurônios é menor. Vou receber as malditas edições de graça só pra não ter que me submeter a um destes interrogatórios de telemarketing (a última vez que tentei me fizeram ficar 45 minutos defendendo o meu ponto de vista até que eu fechei a cena com um “é que eu odeio essa &¨%$ de produto!”). Mas a minha recomendação para qualquer ser pensante é: FIQUE LONGE DESSE LIXO!!!