
I am a new day rising Foo Fighters - Times like These Eu sempre tive uma relação especial com as estrelas. Desde muito cedo, eu ficava de nariz pra cima, fascinada por aquele mistério brilhante, do mesmo modo que o primeiro homem macacão que ergueu a cabeça e deixou o seu olhar se perder naquela infinitude (e convenhamos, os céus primordiais deviam ser um completo arraso). Ao contrário das outras crianças, nunca tive medo de escuro... Quando eu era pequena, era terrivelmente comum faltar energia à noite, onde eu moro. Como era freqüente, a família tinha uma espécie de ritual para essas ocasiões. Afastados à força da TV, do walkman e dos livros, nos sentávamos na varanda para conversar e olhar o céu. Naqueles tempos não havia tanta poluição, mal-entendidos ou luzes urbanas, e a gente realmente podia aproveitar o espetáculo e a companhia uns dos outros. Enquanto a minha mãe tomava as providências práticas, tipo procurar velas e ligar para a companhia elétrica, meu pai se sentava e começava a desfiar histórias, que iam da sua vida de menino numa casa perdida no interior à discussões filosóficas sobre como a Igreja católica educava mal as crianças de seu rebanho. Meu pai nunca entendeu de astronomia, mas sempre me apontava, pacientemente, as três marias e o cruzeiro do sul, além do planeta Vênus. “É o seu planeta, pq vc é taurina”. Claro q isso fazia eu me sentir realmente especial – eu tinha uma estrela que era um planeta e era só minha! O tempo passou, a coelce tomou vergonha e começou a funcionar direito, as pessoas foram crescendo e se afastando. No fim, não havia mais conversas na varanda, mas o meu pai – e eu – jamais paramos de olhar o céu. Fizemos isso na noite anterior à sua ida para o hospital. Hoje em dia, eu persigo as estrelas – não mais olhando para cima c/freqüência, pois as luzes e a poluição tornaram isso realmente difícil, embora eu ainda insista... – mas na forma de acessórios. Adoro estrelas de prata, de todo formato e tamanho. Há um brinco permanente de estrela na minha orelha esquerda. A minha próxima tatuagem (assim q se tornar financeiramente viável), será um grupo de estrelas. As estrelas me atraem onde quer que elas estejam – foi também a minha primeira impressão de São Paulo. Lá eu consegui ver estrelas no céu, apesar da tão falada imundície dos céus paulistas... A pílula de hoje é: LEVANTE A CABEÇA, OLHE AS ESTRELAS E APRECIE O ESPETÁCULO.
I’m a brand new sky
To hang the stars upon tonight
I am a little divided
Do I stay or run away
And leave it all behind?