
Os amigos ocupam uma considerável parcela do círculo social de quase todo mundo. Das criancinhas do pré-escolar, dos velhinhos que jogam damas na praça, de quase todo mundo que está na média da humanidade. Como eu faço parte desse grupo amplo, eles também são importantes para mim.
Não tenho amigos de infância. Não só fui uma criança esquisita (acho q já mencionei isso), mas também mudei de escola quando tinha 11 anos. Acho que talvez eu fosse mto jovem para criar laços mais permanentes. Tenho duas ou três cartas que recebi de colegas após ter saído dessa escola, mas creio que a correspondência escrita já estava fora de moda nessa época (o que é uma pena, eu sempre amei receber e escrever cartas – eu sou mto antiga mesmo...) e as amizades de infâncias morreram ali mesmo. Os primos, bem... Esses estão lá, mas como são família, provavelmente estarão lá de uma maneira ou de outra. e como todo mundo, eles mudam.
Na nova escola, eu estudei com as mesmas pessoas até o 3º. Ano. Fiz alguns amigos. Poucos. Pessoas que eu achei que me acompanhariam rumo à vida adulta. Isso também não aconteceu. As faculdades diferentes, a ausência do convívio diário, acabaram nos restringindo à eventuais cartões de natal, ligações esparsas em aniversários e pêsames via sms pela morte do meu pai. Creio que, se reencontrar essas pessoas, sorrisos serão trocados, assim como palavras gentis, em homenagem aos adolescentes que fomos – provavelmente, pessoas bem diferentes dos adultos que somos hoje.
Então, começou a faculdade e, simultaneamente, eu comecei a jogar RPG. Acho que aí surgiram as amizades que permanecem até hoje – e isso foi em 1994... Do grupo imenso de estudantes sobrou apenas uma única pessoa, a quem eu amo de paixão, meu irmão de espírito e comunicação silenciosa. Quase todos os dias eu penso nele, sinto sua falta e tô super feliz de saber que, em breve, ele estará aqui fazendo uma visita à terrinha natal. Da outra faculdade que eu comecei e não terminei, ganhei dois amigos, antes compactados num casal de namorados e agora seguindo cada um por sua conta.
Temos também os virtuais, que se dividem em duas vertentes – os virtuais q assumem uma presença física (quando vc finalmente os conhece) e os que ainda são só virtuais. Nessa plaga digital, a contagem dos que eu conheci e permanecem meus amigos é positiva, em vias de crescer (e permanecer positiva, assim espero) em breve. Os ainda virtuais tem seus altos e baixos, mas eu os aprecio sinceramente. São todos mais jovens do que eu,heheheeh.
Não quero dizer com tudo isso que amigos (físicos ou virtuais) não fazem merda. Eles fazem. Às evzes nem fazem emrda, apenas crescem e mudam, como todo ser humano faz sempre. A amizade nasce, cresce e às vezes não resiste à merda feita, ou à mudança, e morre. Talvez não fosse resistente, ou boa o suficiente, quem pode dizer? Às vezes, só precisa de tempo para que ela se restabeleça do impacto. E volte, primeiro de maneira hesitante e desconfiada, assustadiça que nem gato que tomou um banho imprevisto de água fria. Elas podem renascer das cinzas, tal qual a lendária fênix. Elas podem jamais ter existido, apesar da sua crença quase inabalável na sua certeza. Podem renascer das cinzas, tal qual a lendária fênix. Podem lhe apunhalar pelas costas e lhe faltar na hora mais imprópria. Mas podem ser tbm escandalosamente fortes, recompensadoras, plenas.
A pílula de hoje é: CONSERVE BEM AQUELES QUE VOCÊ CHAMA DE SEUS AMIGOS, DO CONTRÁRIO ELES NÃO TERÃO A CHANCE DE SE MOSTRAR COMO TAL.