The Good, the Bad and the Blah
13.12.06

Fim de ano, hora de fazer listas. Do que foi bom, ruim e mais ou menos, dos hábitos que pretendemos mudar ou iniciar (tipo a dieta das segundas feiras). Fim de ano é época de gula, de presentes e de festas (reflexões só depois da 5ª. Garrafa de cidra, por favor). E aqui vai uma listinha do que foi bom, ruim e médio na música, na minha modesta opinião.Os leitores podem concordar, discordar... Só não vale me mandar Antraz pelo correio como retaliação (boba que sou, adoro cartas...). Comecemos pelo melhor, claro...
The Good:
- Foo Fighters – Skin and Bones: dois discos do Foo em dois anos seguidos – Dave Grohl está de bom humor, e isso é ótimo!! O grupo mostra que não precisa de guitarras e barulho pra mostrar o quanto é bom. Esse cd acústico é uma delícia, com pérolas como a faixa-título, “Marigold” (música escrita pelo Dave quando ele ainda estava no Nirvana), "Walking after you" (que é linda de todo jeito) e Taylor Hawkins, o baterista, cantando “Cold Day in the Sun”.
- My Chemical Romance – The Black Parade : Difícil superar “three Cheers for Sweet Revenge”, mas o grupo consegue manter-se à altura do disco anterior. Eu adoro músicas grandiloquentes, que começam lentas e vão crescendo até explodir num momento extremamente emocional. Em alguns momentos, o MCR consegue lembrar a sonoridade do Queen. E o clipe, dirigido pelo sempre incrível Samuel Bayer, também é muito bonito.
- Panic at the Disco! – A Fever you Can’t Sweat Out e Fall Out Boy – From Under the Cork Tree: Bandas novas. A primeira é super teatral e com uma sonoridade única. Embora os garotos de Las Vegas sejam melhores no videoclip e no estúdio do que ao vivo (a apresentação do VMA foi bem ruinzinha), seus clipes inusitados valem à pena seres vistos e revistos... Eles têm histórias (adoro videoclip com historinha ^^)! A segunda confia no carisma do seu baixista/letrista Peter Wentz e no vocal competente de Patrick Stump para fazer rock de boa qualidade.
- Christina Aguilera – Back To Basics: Finalmente Christina Aguilera parece ter deixado para trás seu passado de cantorazinha-pop-teen-ex-clube-do-mickey. O novo disco traz um som mais maduro (que já se vislumbrava em Stripped), inspirado nas cantoras de Jazz dos anos 20 e 30. A loirinha pode ser miúda mais tem um vozeirão que vale à pena conferir.
The Bad:
- Justin Timberlake – Future Sex Love Sounds: Eu gosto do Justin. Sério, desde o tempo que ele era do N’Sync. Mas eita disquinho ruim do cacete! Excetuando Sexyback, que dá pra ouvir na balada e o vídeo é até gracioso, o resto é lixo. Lixo de hip-hop cantado por um branquelo loirinho de olho azul metido a ser do gueto. Isso já cansou com Eminem...
- Fergie – The Dutchess: Alguém arranque o microfone dessa mulher! Ela já cantava ruim fazendo pose no Black Eyed Peas (até onde eu sei, ela entrou na banda para torná-la mais “vendável”, ou seja, estava faltando gostosa no videoclip), imagina em carreira solo. Qualquer um se lança em carreira solo, mesmo. A música é ruim e o vídeo deve ter sido dirigido pelo estagiário do Marc Webb. Tudo é ruim que dói. Música no melhor estilo “sou cachorra sou gostosa”, só que em inglês...
- Madonna – Confessions on a Dance Floor: Aiai. Deve ser heresia falar mal de Madonna. Putz, ela é a Material Girl. A mulher que quase foi banida pela igreja católica pela cena sensual com o santo negro em Like a prayer. É dela “justify my love”, uma das melhores músicas/vídeos que já circularam por aí. E um ícone desses vem e me faz um álbum absolutamente meia-boca, cheio de músicas esquecíveis. Aliás, se vc ouvir o disco inteiro, parece ser um longo, longo remix da mesma música que não é nem tão boa assim. Madonna, esquece o collant roxo, essa onda dance music/disco/Abba não te pertence.
- Beyonce – B’day: Ruim, ruim, ruim. Estilo “sou cachorra sou gostosa” em vestimentas afro-americanas. Não me importa o quanto ela diga que ama a mamãe, que mamãe faz suas roupinhas e Jay-Z é o amor de sua vida: tem a voz bonita, mas as músicas são tremendamente infames, falam sobre aqueles temas batidos de sempre (que td mundo adora, mas um pouco de originalidade não mata ninguém) e a gente só sabe que é cd solo pq as outras gurias do Destiny’s Child não estão na capa. E o videoclip de “Deja Vu” é uma das piores coisas que eu já vi na vida. Mal produzido, mal concebido, mal, muito mal.
The Blah:
- Evanescence – The Open Door: Apesar dos esforços da Amy Lee, o David Hodges faz uma falta danada. O disco é bom, mas não brilha e nem encanta como “Fallen”, o trabalho anterior que revelou a banda. Quanto ao videoclipe, é excelente – e dá-lhe Marc Webb (de novo).
- Red Hot Chilli Peppers – Stadium Arcadium: Muito, muito barulho por pouca coisa. Álbum duplo, prometia horrores – só conseguiu soar como uma banda pop fazendo cover do Red Hot. Ficou faltando o toque mais agressivo, mais pesado, característico da banda em trabalhos anteriores. E toda aquela polêmica acerca do plágio de “Dani Califórnia” (embora seja um clipe mto bem produzido) também não pegou muito bem... Red Hot virou banda que toca naquelas rádios de loja de departamentos. E isso é mto triste.
- Green day & U2 – The Saints Are Coming: A prova de que a soma de duas coisas que são boas separadamente podem se tornar uma porcaria. Não vou entrar no mérito de que a parceria foi feita pra ajudar as vítimas de Nova Orleans, nem de como é aborrecida essa mania que o Bono tem de querer salvar o mundo. Afinal, nesses tempos politicamente corretos, pode ser até que me processem por pensar assim. Enfim, a música é lenta, aborrecida e tediosa – além de soar igualzinho a umas 54 ou 55 músicas do U2. Melhor ficar com o original (sim , pois é um cover de uma banda punk chamada Skids, vc não sabia?!).
Posted by Debbie Alves ::
6:19 PM ::
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