:: About ::

Uns dias eu estou up, nos outros, estou down... E aqui teremos pequenas pérolas de sabedoria maníaca ou depressiva, fragmentos de vida em forma de pílulas... Bem vindo ao mundo de Uppers and Downers.


Name::Debbie Alves

From::Underworld, Australia

This is such a boring subject :P. Esse assunto é chato...! Basta vc saber q eu tenho aspirações artístico-literárias e este é o lugar delas.

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:: The Lady ::

Advogada, gótica de butique, artista torturada,poser de 1a linha, vampira em treino,mestra de rpg, fanática por quadrinhos,otaku, orgulhosa membro da Corvinal,inimiga mortal de gente fanática (inclusive posers fanáticos), escritora de melodramas mutantes vampirescos adolescentes, adolescente terminal, amiga, filha, irmã...E mais um monte de coisa...

:: Uppers ::

RPG, Quadrinhos, Arte, Vampiros, Fotografia, Música, Dança, Literatura, Cinema, Chocolate, Coca cola, Sushi, Smirnoff Ice, Amigos, Conversar bobagens.

:: Downers ::

Mediocridade, Estupidez,Música Ruim, Burrice, Frustrações, A Suposta Vida Adulta.

:: Soundtrack ::

Queen, Foo Fighters, Beastie Boys, Scissor Sisters, Elton John, Weezer, Good Charlotte, Simple Plan, Green Day, Offspring, My Chemical Romance, Kiss, Three Days Grace, Nirvana, Elvis Presley, Frank Sinatra, Madonna, Christina Aguilera, Mandy Moore, Ciara, 50's,80's, Disco, Massacration, Chemical Brothers, Pet Shop Boys, Daft Punk, The Prodigy, Depeche Mode,Information Society, Abba, Justin Timberlake, Rammnstein, Type O Negative, Johnny Cash, Papa Roach, Hillary Duff.

:: Movies & TV ::

Changing Rooms, Miami Ink, Mindfreak, Grey's Anatomy,Daria, Buffy the Vampire Slayer, Angel, CSI, Saturday Night Live, Teen Titans, Shaolin Showdown, Foreign Exchange,Uglly betty, Bones, Beakman, Adult Swin, Megaliga MTV, Seinfield, The O.C., That 70's Show, Scrubs,Underworld, Take the Lead, Just my Luck, Grease, Singin' in the rain, The green mile, Shall we dance, 13 going to 30, Footloose, PotC, Harry Potters, Ferris Bueller's Day Off, My Fat Greek Wedding, 300, Transformers.

:: Books ::

Neil Gaiman, Stephen King, J.K. Rowling,Meg Cabot, Romances de banca, X-men, Sin City, Sanctuary, Crying Freeman, Shoujo mangá, Fruits Basket, Negima!,Merupuri,Zettai Kareshi,XXXHolic. Tsubasa Chronicles, Kare Kano, Angel Sanctuary, Death Note, Sandman, Contos de fada, Simbolismo, História Antiga, História da Arte, Monteiro Lobato.

:: The Beautiful People ::

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    Image: *Foto Decadent*
    Host: Blogger* *ImageShack**
    Thanks: Blogskins*

    Vejo vcs em breve...
    28.12.06


    ... E já estou morrendo de saudade de todo mundo!!O PC vai amanhã pras férias dele (cof cof, leia-se cirurgia de upgrade) e eu viajo na madrugada de 5a. pra 6a. feira... Então, eu volto em 10 dias...

    Beijos mil!

    Posted by Debbie Alves :: 1:00 AM :: 6 Comments:

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    Viagem
    26.12.06


    I'm in the sky tonight,
    There I can keep by your side
    Watching the wide world riot and hiding out
    I'll be coming home next year

    Into the sun we climb
    Climbing our wings will burn white
    Everyone strapped in tight
    We'll ride it out
    I'll be coming home next year

    Come on get on get on
    Take it till life runs out
    No one can find us now,
    Living with our heads underground

    Into the night we shine
    Lighting the way we glide by
    Catch me if I get too high
    When I come down
    I'll be coming home next year

    Foo Fighters - next year


    Preparativos pra viagem. Não posso dizer que eu gosto deles. Detesto arrumar malas, colocando uma ordem forçada no meu caos. Reduzindo o espaço da minha bagunça. Amassando os embrulhos dos presentes. E não importa como vc arrume uma mala, a coisa q vc precisa será sempre a que está lá no fundão. Tampouco gosto daquelas compras obrigatórias, aquelas coisas q vc tem q adquirir para viajar, pq o seu pente é sempre meio banguela e vc não pode sair por aí expondo a precariedade dentária dos seus acessórios (o que seus amigos vão pensar de vc se vc anda com um pente desdentado?!). Ou a sua pasta de dentes que parece, milagrosamente, estar sempre no fim, requerendo a compra de uma novinha q vc não quer tirar da caixa até chegar ao seu destino final...

    Acho que o fato de eu ser meio neurótica também não ajuda. Já separei um caderninho e uma caneta para anotar eventuais idéias que surjam nesses dias away. Faço listas. Listas de tudo, do que estou levando, que presente é para quem, do que já está na mala, do que ainda vai ter que ir para a mala e as coisas de último-instante-que-são-absolutamente necessárias, como o carregador do celular e das pilhas. Dilema moral: entregar a minha câmera fotográfica, o meu bebê, o meu bebê que foi muito caro, à sanha dos carregadores da companhia aérea ou arrumar uma bolsa que caiba aquela tranqueira e ir segurando a preciosa no colo?! E ainda tem a terceira opção: gritar “me assaltem” e carregá-la a tiracolo, pra todo mundo ver?

    E ainda tem as listas dos outros. Ah, como não. Minha mãe tem um mundo de recomendações que vão de “cuidado com os táxis” a “cuidado”, simplesmente. Mas ok, ela é minha mãe e certas coisas são cláusulas contratuais obrigatórias. Fora as mil vezes q ela me perguntou se o cartão do plano de saúde ta na carteira. Daqui pro dia de viajar, é provável que eu escute até a clássica “não aceite balas de estranhos”. O fato da minha dor de garganta ter me rendido uma leve afonia (eu estou semimuda, se é q esse estágio existe – mas o médico já disse q é normal, algo relacionado ao elegante muco O.o’) também não tranqüilizou a minha pobre mãezinha...

    Enfim, estou ansiosa para viajar, embora não goste das preparações. Rever uma amiga e conhecer velhos companheiros. Rir bastante e me divertir de montão, e torcer para que esses bons dias que eu vou passar distante de casa e do meu pc rendam mta coisa boa, inspirações mil, novos laços e que, quando eu voltar pra casa, Papai do Céu me agracie com boas novas de cunho empregatício. Volto para casa dia 7, o que significa que no dia 8 ou 9 já estarei retornando à esfera blogística. Só não vou prometer visitas clandestinas pq isso seria sacanagem com meus amiguinhos de carne e osso.

    Beijos para todos, comportem-se, não comam a massinha, não dêem massinha pro hamster e não façam arte moderna com massinha nas paredes!!

    PS: A quem interessar possa, o natal foi bacana. O peru tava bom, ganhei presentes e até fechei a noite com uma passadinha no hospital (eu e minha irmã, velhas decrépitas... Dá nisso).Um bom 2007 pra todos os meus vizinhos, visitantes anônimos e nem tanto!!
    Posted by Debbie Alves :: 7:17 PM :: 3 Comments:

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    Sick
    23.12.06

    O meu lado pessimista diz: “estava demorando”. O meu lado otimista diz: ”ainda bem que foi antes de viajar”. O meu lado realista diz: “Porra, odeio ficar doente...”.

    Pois é, estou doente. A enxaqueca virou uma gripe (talvez a culpa não tenha sido do frango frito, afinal) e agora eu estou do jeito que o diabo gosta: fungando, com dor de cabeça, garganta travada, aquela sensação maravilhosa que vou cair morta nos próximos 10 segundos e drogada. Claro, como não. Mtas e mtas pilulinhas acrescidas ao xarope e mais a minha dose diária e regular de comprimidos. Momento kodak.

    Infelizmente pra mim, minha saúde não é das melhores. Meu sistema respiratório é um motor 76 num modelo 2006... Tive coqueluche (doença q nem existe mais) e uma pneumonia dupla aos 18 anos. Desde então, qualquer mudança de clima, qualquer chuvinha inadvertida e qualquer exposição prolongada à multidões ( shoppping perto do natal – será q isso quer dizer alguma coisa?!) e é certeiro, eu fico doente. Começa com uma dorzinha de cabeça, uma coceirinha no fundo da garganta... Uma noite de sono depois, e eu mais pareço uma zumbi melequenta devoradora de cérebro. Ou talvez de klinex. Uma coisa é certa - a pele do meu pobre nariz foi embora. Já posso fazer figuração de "Rudolph, a rena do nariz vermelho" nesse natal....

    Eu já sou uma pessoa normalmente assim, meio chatinha (como sou bondosa... Kkkkk!). Mas quando estou assim, a coisa vai às raias do insuportável. Passei o dia inteiro enfurnada dentro de uma rede, coberta por um lençol (nesse calor infernal que está fazendo), assistindo MTV e achando ruim as reprises da Sony. O meu DVD do Foo Fighters chegou e eu nem abri o coitado. NEM ABRI!! Será que isso é um sinal que eu não vou sobreviver?! *chocada*

    Enfim mesmo que eu não esteja assim exatamente natalina, eu espero ficar bem o suficiente pra sentir o gosto do peru, da farofa rica e da torta de limão da ceia... Pq esperar o ano todo, comer e NÃO saborear vai ser um belo de um castigo...

    Tsc, eu sempre soube q essa lorota de ser uma boa menina durante o ano era pura cascata.Eu fui - e olha só que bela retribuição eu recebo!

    Bjs de longes pra vocês, bom natal e....Aproveitem a ceia.

    Posted by Debbie Alves :: 4:34 PM :: 7 Comments:

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    Amigo Secreto (Do Bairro)
    21.12.06

    A Deusa sem nome recebeu uma missão: conhecer uma nova pessoa. Achar mais um semelhante, entre tantos. Ela acena para os conhecidos e para os amigos, veste mais uma vez seu manto negro de estrelas e coloca o pé na estrada. O caminho tinha uma cor peculiar, meio verde (verde esperança), meio amarelo (amarelo-ouro, preciosidade aflorando à superfície).

    Uma vez que chega lá, a Deusa escuta música. A voz de um anjo negro, de lábios grossos, esculpida em ébano, lhe recebe. Parecia uma boa recepção e aquilo a alegra. Era bom descobrir esses pequenos segredos, esses signos que definiam os seus semelhantes. Ela remove o capuz do manto e deixa seus olhos passearem pelos arredores. Ela vê poesia em abundância, prosa meio perdida. Ambas eram belas, bem cuidadas.

    Uma estátua de uma dançarina alada, o movimento do braço ascendente capturado com perfeição pelo artista, pousada sobre uma coluna decorada, anuncia a possuidora daquele espaço. E assim dizia a inscrição no monumento:

    Lugar nenhum não me cabe

    Lógica não me veste

    Sociedade não me sabe

    Religião não me pega

    Amor não me aprisiona

    Preconceito não me engana

    Tecnologia não me emburresse

    Dor não me enfraquece

    Amizade não me deixa

    Felicidade não me chega

    Música não me sai

    Sentimento não me comanda

    Ciúme não me comove

    Sexo não me basta

    Injustiça não me preenche

    Política não me agrada

    Esperança não me morde

    Destino não me domina

    Sonhar não me renova

    Critica não me enlouquece

    Escrever não me diverte

    Viver não me mata..”

    A Deusa arregala os olhos diante de tal descrição. Através das letras negras no fundo de bronze, ela vê personalidade e força, delicadeza e amor, saliva em beijos hesitantes que se tornam famintos. Corpos que se movem ao ritmo da música – música, que ali tudo permeia, até as letras sem melodia, em forma de poemas, histórias de amor cifradas. A Deusa admira aqueles capazes de cometerem poesias, sendo esse um talento tão distante dela mesma. Pois Poesia não se aprende, se comete, crime perfeito que toca o coração sensível das testemunhas. Mas, apesar da beleza, a Deusa vislumbra uma pontinha de dor – confirmada pela borboleta azul que paira à sua volta, pousando finalmente na mão que tateia as letras com aquele cuidado de quem toca coisas que não são suas, sem permissão. Ali também havia dor, como em todos os lugares. Mas também havia fogo, calor e especialmente esperança. A identificação provoca um meio sorriso na Deusa. Encontrara mais uma alma irmã, embora os meios de expressão fossem outros. Ela já estava pronta para se afastar em busca da senhora daquela seara quando a estátua toma vida. A dançarina vibra suas asas carmim, completa o movimento ascendente, rodopia lentamente sobre um pé descalço e então baixa o olhar, do alto da coluna, para a recém chegada, que era uma estranha... Mas uma estranha vagamente familiar...

    Sou o Anjo Rubro, a Dançarina. Pois vermelho é a cor do coração, tingido com o dourado da preciosidade e o verde da esperança, e dançar é fazer amor com o Universo. Quem é você, e como chegou aos meus domínios?”

    “O meu nome não importa, dançarina dos céus. A Walkyrie indicou-me o caminho, e a sorte me escolheu para conhecê-la e oferecer-lhe com um presente”. De dentro do manto, a Deusa colheu um pequeno orbe, tingida com as cores do pôr do sol, que cheirava como a chuva, brilhava como o vento e era suave ao toque como um beijo carinhoso. A mão pálida estende o presente. Quando a Dançarina o segurou em suas mãos, o objeto fez um barulho estranho e provocou-lhe sensações inesperadas... Riso, compreensão, surpresa.

    “O que é isso?”

    “O orbe é a minha amizade” A deusa explica, levemente tímida – parecia tão estranho sair ofertando a sua amizade por aí. “E dentro dele, estão pílulas. Pílulas de sabedoria. Podem ser doces, ou tristes, ou engraçadas, e estão à disposição de quem as quiser, em meu reino”. Nossa, aquela explicação parecia MUITO tola, dita assim, em voz alta. Torcendo para que a Dançarina não a achasse uma maluca sem noção, a Deusa recobre a cabeça com o seu manto e completa: “Se assim o teu coração rubro desejar, faz-me uma visita. O meu Reino não há muita poesia, mas adoramos contar histórias. E todos os amigos da Walkyrie são bem vindos ao meu reino”. A deusa deposita um beijo suave no rosto da Dançarina, despedindo-se com um sorriso, e com a firme esperança de ter encontrado mais uma amiga...

    PS: Esse texto (que, para fazer mais sentido para os recém chegados, deve ser lido depois desse aqui) é o meu presente do Amigo secreto do “Bairro Chamado Felicidade”. A sorte me destinou a Angel, e eu tive o prazer de fuçar seus escritos para me inspirar a escrever esse texto. Moça, eu gostei muito de visitar seu Blog, embora Poesia não seja meu forte... Mas eu sei apreciar algo bonito quando colocam na minha frente! Voltarei a lhe visitar mais vezes, e o mesmo vale para você: será sempre muito bem vinda ao meu Reino. Feliz Natal e um excelente ano novo, cheio de escritos, para todos os meus vizinhos de bairro e um desejo especial para você, Ana P.!

    Posted by Debbie Alves :: 10:53 PM :: 3 Comments:

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    Amiga revelada (P/Luka)

    A moça olha em volta. Detesta falar em público... Mas, well, alguns sacrifícios merecem ser feitos. Assim, ela bate no microfone e testa:

    - Hm... Ah, olá, meu nome é Debbie e eu NÃO sou alcoólatra... Eu vim aqui falar sobre a iniciativa do Amigo Secreto do Bairro chamado Felicidade... - ela põe o cabelo atrás da orelha e se atrapalha com os papéis. Percebe alguns rostos conhecidos entre os expectadores e aquilo a deixa um pouco mais tranqüila. Mas só um pouco...

    - Bem, estamos todos reunidos aqui por conta de uma pessoa especial. Se não fosse por ela, seria improvável que nos conhecêssemos, pois perdidos nesse mundo, nossas possibilidades de contato seriam mínimas. Temos estilos tão diferentes... Temos poetas, literatos, ativistas, gente de alma delicada e... Temos eu... - a careta q ela faz deixa claro q ela não se encaixa naquela descrição. Suspirando, ela continua seu discurso:

    - Ao contrário dos demais (ou da maioria, pelo menos), eu tive o prazer de conhecê-la pessoalmente (Morram de inveja,huhuhu!!). A situação não foi assim a mais tranqüila, mas foi impossível não me deixar conquistar pelo jeito q ela fala. Ela tem um sorriso capaz de iluminar um estádio inteiro. Ela fala baixo, voz macia, bem modulada – coisa de professor, entende?! – e fez uma viagem enorme só pra ir me conhecer. Fiquei super honrada, claro...

    A moça imagina se não está fazendo papel de tonta, rasgando toda aquela seda. Putz, o pior era q era verdade. E ficava mais mexicano ainda. Era só uma questão de se localizar no maldito papel. Pq ela anotava aquelas porcarias se não conseguia se encontrar depois?! Achando o ponto onde tinha parado, ela continua:

    - A gente já passou por algumas. Separadas, mas juntas, como são essas coisas de mundinho virtual. A gente já riu, já chorou, já discutiu, já planejou... Eu gosto de pensar q somos amigas. Apesar da distância física, que se reduz cada vez que aparece a janela do programa de mesg instantâneas e eu sei q a minha Luka, 1ª e única, tá ali do outro lado. Eu gosto de saber q ela está lá, e q nós vamos falar um monte de abobrinha uma com a outra, delirar e rir e constatar verdades inflexíveis (do tipo “as irmãs são chatas e ponto final”). O ciuminho dela é um banho no meu ego. Se alguém assim quer me manter por perto, talvez haja uma esperança pra mim, no final das contas...!!

    Ela encara a homenageada. Ou melhor, a pessoa q deveria ter sido a mais festejada, afagada e satisfeita da ocasião. Pq afinal, ela era a razão de todos estarem ali. Era o elo entre todas aquelas pessoas tão diferentes. Um sorriso surge no seu rosto quando os olhares se conectam. Tantas horas juntas, e ainda assim era sempre um prazer sempre renovado. Inclinando a cabeça, meio tímida por estar assim, fazendo declarações de amizade na frente de todo mundo, mas enfim... Ela merecia. Enchendo o peito de ar e determinação, ela despeja antes que perdesse a coragem:

    - Luka, sua amizade me faz feliz. Muito, de um jeito q eu não saberia colocar em palavras. Sei q nesse ano q passou, a gente passou por alguns percalços, mas a gente também se aproximou mais. E isso é uma coisa mto boa. Você é uma pessoa mto especial, que eu quero muito manter perto de mim. Espero que a gente possa continuar amigas, pelo ano q vem e pelos demais por aí... escrevendo, rindo, trocando figurinhas, comentando como as portas são portas e tudo o mais. Eu sei q vc acha esse um pronunciamento mto exagerado, mas é a pura verdade: eu AMO vc, com todas as suas manias e idiossincrasias, com cada defeitinho e com sua superqualidades. Não sou sua amiga secreta, mas sou sua amiga declarada, pro mundo inteiro ver. Por isso esse presente tosco, e todos os presentes toscos dentro da caixa marrom, até o porta-lápis que não foi de R$1,99.

    Ela limpa a garganta. Era emoção-bom, e ela era mesmo a maior chorona... Clareando a voz, ela prossegue:

    -Val, um feliz natal, um 2007 cheio de tudo de bom, com demônios proativos e gatos manhosos e bons filmes e jujubas e anjos felizes e amarelo-sol e sicilianos de olhos azuis e bancos diante do mar e ex-grunges recuperados, pq vc merece. Isso e tudo o mais...

    A garota junta a sua papelada e sai da frente da audiência. Tinha dado o seu recado à sua amiga. Dá a ela também um abraço apertado e um beijo com todo o coração. Pq, para ela, ela jamais seria confundida com outra pessoa, ou esquecida. Aquela era a sua Luka... 1a e única.

    Ps: presente especial e totalmente off-amigo secreto pra Valzinha, pq ela merece, ora essa.

    Posted by Debbie Alves :: 10:46 PM :: 1 Comments:

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    Headache


    It's a headache,
    Nothing but a headache...

    Ok, a música não é assim, mas essa paródia bem q se adequa totalmente...

    Hm... Hoje não tem update... Pq eu estou com uma dor de cabeça DAQUELAS. Por que, meu deus, eu insisto em comer frango frito?! É dor de cabeça na certa. Sou mto tonta, e gulosa, acaba dando nisso... E ainda comi aquela droga de chocolate com amendoim... *o mundo gira feito carrossel alucinado à simples lembrança* O resultado é enxaqueca. É tomar o remédio (again) e ir pro escurinho curtir a minha propria estupidez..

    Se eu sobreviver, amanhã tem.. Alguma coisa. Qualquer coisa. Se bem q amanhã é dia do Amigo Secreto do Bairro e eu já tenho texto preparado e foto escolhida. Caro amigo secreto, você tem uma sorte do cacete. Ainda bem q eu não tenho que preparar nada me sentindo meio morta que nem estou agora... Senão não seria nada bonito...

    Argh. Bjs "sick" p/vcs.
    Posted by Debbie Alves :: 5:40 PM :: 4 Comments:

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    Observações Aleatórias II
    20.12.06

    Cá estou eu, fazendo a minha rotina diária de verificações (emails,blogs, grupos...) quando me surge um anúncio do Yahoo sobre a escolha da personalidade do ano... E os candidatos são: Zidane (O cara que ganhou a copa com uma cabeçada), Daniella Cicarelli (aquela semitrava que fica fazendo coisas proibidas p/menores de 18 em público e ainda acha ruim se mostram na TV) e os Rebeldes (embora sejam vários, os teen-mexico-capetas foram indicados como um só...).

    Sinceramente, se ESSES são os representantes do glorioso ano de 2006, o que temos a fazer é torcer para que ele se encerre o mais breve possível. E torcermos para que o ano que vem seja mais pródigo em... Bênçãos. É, bênçãos parece ser um bom pedido.

    ***


    Fui a uma entrevista de emprego numa espécie de spa para estrangeiros (ou ao menos foi isso que eu entendi – espero q não seja um centro de cirurgia plástica para criminosos internacionais). Não sei o resultado ainda – só ano que vem – mas o lugar é lindo e as pessoas são simpáticas. Seria bom ter dinheiro. Ah, seria... Seria bom não cair em nenhuma furada. Ah, seria... Seria melhor anda ganhar na Megasena e brincar de ser milionária em Perth. Sem sombra de dúvida!!

    ***

    Descobri ontem q os amigos do Comics2Film ainda se lembram da minha existência. E que eu continuo sendo a pessoa q mais mandou arte para o site. E olha que eu não mando nada para lá, com freqüência, à quase dois anos – acho q, esse ano, eu mandei umas 3 ou 4 imagens. Acho que isso mostra o quanto eu já fui mais criativa, paciente e infinitamente desocupada. O mundo adulto, meus amigos, é um monstro cruel que se alimenta dos nossos prazeres infantis e artísticos. Até a minha escrevinhação é clandestina, desaprovada. O único defensor da minha pseudointelectualidade não está mais aqui para aprovar meus delírios com as letras, com os lápis ou com a máquina fotográfica.

    ***

    Adoro a época de natal. Todo mundo fica tão mais... Compreensivo, carinhoso, amando todas as pessoas, naquele espírito de paz e fraternidade e... Hm? O que é aquilo?! Duas velhinhas brigando pela última árvore de Natal intacta à venda nas Lojas Americanas. Ultimate Fight do asilo. E o bom mesmo é que ninguém faz nada, nem as pessoas das famílias das respectivas ninjas da cabeça branca. A bem da verdade, eu acho que elas poderiam ter espetado uma a outra com aquelas ponteiras de vidro e ninguém se importaria, tão afobados estavam em escolher presentes e correr para a fila. E o espírito natalino domina todos nesse fim de ano. Lindo, lindo.


    Beijos pra vocês e vamos torcer por posts mais consistentes do que o equivalente literário à um bala de hortelã. Se bem que elas pelo menos refrescam...


    Posted by Debbie Alves :: 12:01 PM :: 1 Comments:

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    Argh!
    19.12.06

    O Blogger está de putaria. Deu fim em algumas imagens e eu realmente não estou com a menor das paciências para arrumar isso agora. Acho que vou esperar que se arrume sozinho (hey, é o Blogger, pode ser que aconteça, claro!). Tampouco tenho algo de bom (ou ruim) pra dizer hoje, então... então é isso. Sbleargh. Odeio essa sensação sabor espessante - sabe qdo vc coloca um monte de sorvetes de vários sabores numa mesma tigela e no fim fica aquele caldo com gosto de nada?! Eis a minha terça feira, ladies and gentlemen...

    Espero que a de vocês esteja mais saborosa :p.

    (Eu até já pensei em transferir esse blog pro UOL, mas é tão fantasticamente complicado criar uma conta naquela joça q eu desisti...:P)

    Editado pra informar: e eis q as imagens reapareceram misteriosamente. Eu não disse q se resolvia sozinho?! >:P

    Posted by Debbie Alves :: 6:51 PM :: 1 Comments:

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    Tempo
    18.12.06



    Hoje foi (está sendo) um daqueles dias estranhos. Estranho-bom, o que só o deixa mais bizarro. Nada especialmente notável, as obrigações de sempre – mas eu achei que o ponteiro estava correndo lento. Ou a minha vibração estava rápida, o que, convenhamos, é extremamente improvável vindo desta que vos escreve. Eu sou uma daquelas pessoas que, apesar da eventual pressa, não tem aquela energia maníaca de cafeína rodando no corpo. Já disse: taurina, Dragão, fixa, conservadora e teimosamente imutável. Até meu café é elaborado, porque é gelado, cappuccino, tomado religiosamente qdo vou bater ponto no shopping. Deus, eu sou tão previsível ^^.

    Eu fui a vários lugares, fiz várias coisas. Achei que tinha que me apressar, correr para fazer as outras coisas restantes – mas o relógio no braço contava outra história, sinais de prata contra o fundo escuro. Será q o velho companheiro inseparável (eu me sinto mais nua sem relógio do que sem roupa, e não tirar o relógio quando ficava nua já foi uma fonte de reclamação alheia) estava atrasando? Não. Confiro mais dois relógios estranhos e o meu estava dizendo a verdade. O tempo estava sendo legal comigo. Talvez um sinal para aproveitá-lo melhor?! Até a luminosidade do dia parecia diferente. Mais rosa-dourado do que laranja-seco contra azul-céu-sem-nuvens, ríspido, duro.

    Quem sou eu para discutir com os sinais. Com a folga inesperada, me dei ao luxo de ir dar uma volta na orla. Eu não gosto de ir à praia para brincar de bife a milanesa na areia ou de carne-seca sob o sol, mas gosto de olhar o mar. Sentada confortavelmente numa sombra, claro. E foi o que eu fiz. Comprei um sorvete de cereja na sorveteria abençoadamente vazia, sentei em um banco vazio e enchi os olhos com o mar verde à minha disposição. O único lugar que o mar tem essa cor é aqui – e eu imagino que exista alguma explicação científica para isso, mas realmente, eu não estava me importando com tal coisa. Só queria mesmo saborear o gelado-doce na língua, aproveitar a brisa e o som do oceano, e dar um tempo das obrigações, dos livros, do trânsito caótico que eu teria que enfrentar para voltar pra casa. Mas tudo bem. A vista e aquela tranqüilidade roubada compensavam...

    Posted by Debbie Alves :: 5:32 PM :: 3 Comments:

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    Promiscuous
    17.12.06

    Promiscuous girl
    Wherever you are
    I’m all alone
    And it's you that I want
    Promiscuous boy
    You already know
    That I’m all yours
    What you waiting for?
    Promiscuous girl
    You're teasing me
    You know what I want
    And I got what you need
    Promiscuous boy
    Let's get to the point
    Cause we're on a roll
    Are you ready?
    Roses are red
    Some diamonds are blue
    Chivalry is dead
    But you're still kinda cute
    I'm a big girl I can handle myself
    But if I get lonely I’ma need your help
    Pay attention to me I don't talk for my health

    Promiscuous Girl
    Wherever you are
    I’m all alone
    And its you that I want

    Promiscuous Boy
    I'm calling your name
    But you're driving me crazy
    The way you're making me wait

    Promiscuous Girl
    You're teasing me
    You know what I want
    And I got what you need


    Nelly Furtado - Promiscuous Girl

    Balada. Luz negra e colorida, piscando de maneira frenética. Álcool, arrancando inibições. A música alta inibe as conversas, não que as pessoas ali estejam interessadas exatamente em conversar. Os corpos se conhecem e se tocam na pista de dança, no que é o mais perto do ato sexual que você pode chegar estando mais ou menos vestido e no meio de um monte de gente.

    Ela se move de maneira felina e intensa sob as luzes. Está sozinha e assim pretende permanecer. Não veio ali para conquistar ou ser conquistada – veio para dançar e ser admirada. E consegue seu intento, pois dança com a paixão abandonada daqueles que não pretendem nada, ou fingem não pretender nada. Pois o que ela queria já estava conseguindo – os olhares.

    A maneira como as pessoas a fitavam a excitava quase tanto quanto a música. Ela tinha poder. Ela os atraia, com um movimento de quadril, com o jeito que as luzes coloridas faziam o suor brilhar sobre a pele como mil diamantes. Ela atira a cabeleira para trás, os olhos fechados, apenas sentindo a vibração do som e das pessoas, refletindo nela mesma e provocando ondas de energia pelo seu corpo, como uma pedra atirada no centro de um lago. Não, como um raio no centro da tempestade.

    Os olhos felinos se abrem. Concedendo um vislumbre de atenção para a platéia. Mulheres invejosas, mulheres que a desejavam. Homens que a desejavam, também. Um sorriso curva os lábios rubros. Homens, mulheres, todos covardes. Ninguém ousava se aproximar e interromper o transe sensorial, musical, pessoal. Seria como tentar interromper a maré. E ela não queria ser interrompida – mas seria divertido ver alguém tentar... Ela acena com a promessa do seu corpo, do seu cheiro, do seu sabor. Alguém seria disposto o suficiente a arriscar ganhar o prêmio?

    Provocativa, ela deixa as mãos bem cuidadas deslizarem pelo corpo macio. Brincando com as roupas que a cobriam parcamente, estreitando muitas gargantas. Muitas mãos queriam ser aquelas mãos e brincar de descobrir segredos. As pálpebras cerram-se, ocultando os olhos de gata do escrutínio exterior. Os lábios se entreabrem, numa expressão dolorosamente familiar, excitada. De quem está caindo no abismo com prazer. Ainda assim ninguém se aproxima, apreciando o simulacro de êxtase na pista de dança. Perdida no seu prazer solitário, ela volta a ignorar a platéia.

    Alguém finalmente toma coragem para se aproximar. Ela aceita a interrupção com um sorriso breve. Tanta audácia merecia um prêmio, e ela não se opõe a premiar a pessoa de sorte ali mesmo, na pista de dança. Mãos se insinuando sob roupas, língua abrindo caminho, desvendando segredos. Ela se compraz com o efeito volátil de suas carícias. Inflige-as sem piedade, de maneira unilateral – ali, ela é a caçadora. A predadora. É ela quem está no comando e determina o que acontece, ditando o ritmo de cada respiração curta, a cada rigidez que fica mais rígida. Não quer carícias em troca – sem retribuição, só rendição. Rendição e dominação. Dois são necessários para jogar esse jogo, mas ela nunca trocava de papel. Nunca mais. A vítima corajosa é reduzida a uma massa trêmula e ansiosa, desejosa pelo mais que não vem. Não há alívio nas mãos da felina. Com ela não há estada noturna. A única satisfação que lhe interessa é a própria, e assim que a consegue, ela se afasta, descartando o brinquedinho, em busca de um com mais carga ou novidades. Que venha o próximo valente, porque a felina adora brincar com suas vítimas, ratinhos que se agitam sob suas unhas longas e bem cuidadas.

    Muito tempo mais tarde, ela pega um táxi para voltar para casa. Sozinha no banco de trás, apenas a luz dos postes a acompanha. Revelando o que ela era – só uma garota de alma velha, com uma maquiagem pesada demais e roupa de menos. O som da porta que se abre para um apartamento vazio é o único cumprimento que ela recebe. Nesta madrugada, muitas pessoas se tocariam ou tocariam outras, beijando e enchendo mãos, boca, sentidos, com o pensamento nela. E seria o mais perto de envolver-se com outra pessoa que ela chegaria naquela noite – através das fantasias, dos desejos frustrados. Pois ela já jogara aquele jogo e saíra dele quebrada, machucada. Não queria mais aquilo. Queria a apreciação segura e à distância... O prazer da provocação. Pois eles não a conheciam sob a máscara. Não podiam alcançá-la e assim, ela estaria segura. Sexo só salva vidas e ladrilha o caminho do eterno amor em filmes e naqueles romances vagabundos que ela lia em segredo, cheia de culpa e com a minúscula esperança de que um dia ela viveria aquilo. Mas sua consciência dizia que aquilo era um engano, uma mentira. Sexo era como todo o resto – era o que era e nada mais...

    Ps: escrevi isso pq às vezes, sexo é só sexo e nada mais do que sexo...



    Posted by Debbie Alves :: 8:58 PM :: 3 Comments:

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    Rebordosa

    Fidel Castro morreu ou está morrendo, segundo a CNN – e, do alto da minha mentalidade pequeno-burguesa, alienada, apolítica, apocalíptica, auto-centrada, asfixiada de tanta coca cola e seriado americano (o Tio Sam sucks também, sejamos democráticos), eu não ligo a mínima... ( e quantos “As” nesses adjetivos, nossa!) ANYWAY, DEUS SALVE O SAGRADO LÍQUIDO NEGRO!!! *reverencia a coca cola, de longe uma das melhores coisas q o Tio Sam deu ao mundo*.

    Agradeço o carinho dos meus vizinhos. Obrigada pelos beijos, pela identificação, pelo melhor abraço do ano e pelo abrigo das asas O astral ainda não está dos melhores, a tragicomédia familiar meio que teve 2º, 3º e 4º atos (é pior que uma ópera-rock RUIM, tipo aquele disco do Guns q jamais saiu, o “Chinese Democracy”) e está prometendo se estender pelo domingo... Um domingo que tem cemitério, Shopping center e frango assado na programação, ou seja, tá com tudo pra ser hiper-triper-super-show-de-bola (sarcasmo mode ON, por favor). Mas pode ter coisas boas também. Ou assim eu espero...

    Aliás, algumas coisas boas aconteceram: a prova foi boa, assisti “O libertino” com o Johnny Depp, comprei o DVD do Foo Fighters (comprei não, ganhei) E eu recebi uma linda rosa amarelo-champanhe (fazia tempo q eu não ganhava flores). Não q tenha sido um gesto especial e único, direcionado totalmente a mim, mas ganhar uma flor de alguém não precisa de justificativa, é um evento feliz por si só.

    Mais tarde eu tô de volta à programação normal. Melhor, eu espero. Beijos especiais para aqueles que são especiais...

    Posted by Debbie Alves :: 1:28 AM :: 3 Comments:

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    Algema
    16.12.06

    Hoje está sendo mais um daqueles dias (e ainda nem é meio dia, meu deus). Quando o Mundo resolve que tá na hora de mostrar o qto vc é um merdinha e que provavelmente vai permanecer sendo um merdinha pelo restante da sua existência terrena. Cobrança, cobrança de todo lado. Críticas que não foram solicitadas e são distribuídas de graça, como se não valessem nada. E de fato não valem, mas machucam. Em algum momento, essa coisa ruim que eu estou sentindo vai passar, e provavelmente eu vou pensar como sou exagerada, e que eu devia arranjar coisa melhor pra fazer com o meu aborrecimento do que ficar derramando-o em forma de letras na internet e preocupando pessoas que se importam. Mas isso vai ser mais tarde – desculpas antecipadas. Por que, nesse momento, só quero arrancar isso de dentro de mim, de uma maneira ou de outra, antes que eu tenha que ir chorar escondida no banheiro, como fazia quando era criança.

    “Por que vc não emagrece mais? Não fica bonita? Assim não vai arrumar um namorado, um marido, ter filhos e sua própria família. Como você pode não querer isso? É o que todas as pessoas normais querem

    “Por que você não arruma um emprego? Você tem que estudar mais. Larga esse computador e esses escritos idiotas, que isso não te leva a lugar nenhum. Você devia se dedicar ao Direito Constitucional como se dedica ao Word”.

    “Por que você faz esse curso de inglês? Quero dizer, não é como se vc tivesse coragem o suficiente para morar noutro bairro, o que dirá em outro país. Aliás, é incrível você não ter largado o inglês como largou a faculdade de Publicidade, o curso de Design, o curso de desenho e o Alemão. Incrível mesmo você ter se formado em Direito, afinal. Você sempre disse que detestava essa droga. Por que não fez algo de que gostasse”?

    E a resposta pra todas essas porras de perguntas é a mesma: EU NÃO SEI, tá bom?! Eu não sei. Lamento ser um poço de covardia e de mediocridade, se não me importo em não ser uma gatinha malhada, bronzeada, de barriga definida. Meu talento, se é que eu tenho algum, tá bem oculto, pq eu não sinto como se fizesse nada especialmente bem. Preciso arrumar uma maneira de me provar financeiramente viável, mas está difícil. Não consigo atrair parceiros, o que dirá bons parceiros, gente séria, confiável, que queiram um compromisso e ainda gostem de mim. Odeio essa profissão, mas ela é a única que eu tenho e, devido às circunstâncias, escolher outra, nesse momento, não é uma opção.

    Eu nunca soube o que eu queria ser quando crescesse... Vampira é uma carreira?A verdade é que continuo sem saber. Não é ser médica e nem bailarina, e provavelmente não é advogada, já que detesto confusão e não quero salvar o mundo, ou talvez eu simplesmente não tenha a filha-da-putisse intrínseca que essa profissão exige. Sim, eu queria ir morar fora e estou tentando da maneira que as pessoas sem grana tentam – hoje é a prova final do curso, uma vez com o diploma vou me candidatar às bolsas de estudo e... Sei lá, torcer pra que dê certo. Estou estudando para as porcarias dos concursos não pq eu queira ser a ocupante de qualquer um daqueles cargos pra me realizar, mas pq eu quero a grana no fim do mês. Eu escrevo medianamente (pq bem escreve o Stephen King), mas não tenho a disciplina necessária pra fazer disso uma profissão. Não imagino que ser mãe ou coisa q o valha possa me realizar – não tenho o menor talento – ou vontade – de me responsabilizar pela criação de um ser humano quando nem sei o que fazer comigo mesma. Não sei o que me realizaria. Não tenho a menor idéia do que me deixaria completa como pessoa.

    Odeio ter que ouvir essas soluções de fast food que todas as pessoas à minha volta têm para minha vida. Como é fácil resolver o problema alheio e dizer q a vida do outro é uma bosta. Como se eu fosse uma pária num mundo de pessoas felizes, magras e bem sucedidas.Ha-ha. Será que sou mesmo?

    Não sei o que fazer comigo. Nem com essa vontade de ser outra pessoa em outro lugar em outra vida em outro mundo numa realidade que também não é esta. E isso é muito triste.

    Posted by Debbie Alves :: 11:28 AM :: 4 Comments:

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    Encontros IV
    15.12.06

    Somethin's wrong
    Ya just don't sound the same
    Why don't you
    Go outside
    Kiss the rain
    Whenever you need me
    Kiss the rain
    Whenever I'm gone, too long
    If your lips
    Feel lonely and thirsty
    Kiss the rain
    And wait for the dawn
    Keep in mind
    We're under the same sky
    And the nights
    As empty for me, as for you
    If ya feel
    You can't wait till mornin'
    Kiss the rain

    Billy Mayers - Kiss the rain




    Sexta à noite. Quente, abafado, como são as noites no fim do ano. Meio de dezembro, época de todos aqueles zilhões de reuniões pré-natalinas. Tinha a do pessoal do trabalho, a do pessoal da academia, do condomínio... E a dos velhos amigos. Aqueles que passavam o ano inteiro trocando telefonemas, emails e visitas esporádicas, se esbarrando no supermercado e dizendo “temos que nos ver um dia desses”! O dia tinha chegado, junto com cidra geladinha, salgadinhos gostosos e um cheiro do peito de peru à Califórnia (que era a especialidade da anfitriã) espalhando-se pelo apartamento, junto com as conversas e risadas.

    A moça termina o seu vinho, e a anfitriã logo enche novamente a taça. Vermelho, denso, de odor convidativo que a lembrava de outras noites, que começavam com o oferecimento de uma taça e terminavam em peles suadas e gemidos, e aquela sensação de estúpida saciedade. Seu sorriso se desfaz e ela abana a cabeça em negação. Pq diabos estava se lembrando daquilo?! Aquela história já havia terminado faz tempo. Morta e enterrada, e deveria permanecer assim. Resolução de pré-natal – não pensar mais naquele idiota. Ela empurra o xingamento doído com um gole da bebida. Ainda doía pensar no idiota. Um burburinho na porta de entrada, ela ergue os olhos e quase cospe o vinho na parede branca. Aquilo sim era o poder do pensamento negativo – pois o idiota, em carne e osso, músculos e sorriso hesitante, cabelo curtinho e com o pescoço cheirando a Pólo, estava na porta falando com o namorado da anfitriã, segurando nas mãos uma garrafa daquele vinho branco doce e meio vagabundo que, em segredo, ela adorava. Indignada, ela puxa a amiga pra dentro da cozinha e, em sussurros raivosos, questiona o que o idiota estava fazendo ali. A amiga tenta se desculpar, jogar a culpa pra cima do namorado, mas em vão. A noite estava oficialmente arruinada.

    Atirando o cabelo meticulosamente liso para trás, ela se veste com sua armadura. Não ia mostrar o quanto aquilo a afetava, não senhor. Ia ser segura, linda e esfregar toda a sua felicidade na cara do cretino. Isso mesmo. Difícil seria engolir o peito de peru e a farofa com a garganta tão apertada. Mentiria que estava de dieta, embora ninguém cometesse tal heresia em pleno Dezembro. Ela de fato, consegue sustentar seu plano a maior parte da noite. Ignorando aqueles olhares longos que o idiota lhe dava, reduzindo seus joelhos à cera meio derretida. Rindo mais alto do que gostaria, tocando mais ombros do que tocaria se ele não estivesse lhe perseguindo com o olhar. Até que enfim dá uma hora decente para ela ir embora. Despede-se da anfitriã, fuzila com o olhar o namorado desta e acha que escapou. Engano. Antes da porta do elevador se fechar completamente, ela consegue vislumbrar o idiota vindo pelo hall, virando caçador.

    Seus olhos fitam os números luminosos do painel do elevador, orando em silêncio ao deus do maquinário para que a deixasse escapar dali com sua auto estima quase intacta. Que ele não conseguisse alcançá-la, que não a visse sumir na rua e da sua vida mais uma vez. Quando as portas se abrem no térreo, ela sai meio às cegas... E é recepcionada por uma daquelas chuvas torrenciais tão comuns em dezembro. Ela fita o céu com ar incrédulo. Até tu, Brutus?! Agora não era só fugitiva – era uma fugitiva encharcada, de chapinha arruinada e maquiagem escorrendo. Para completar, ela escuta a voz conhecida, a voz que a assombrava em sonhos tórridos, vívidos, que ela adoraria chamar de pesadelos...
    - Espera... Por favor, espera...!!

    Contra todos os sinais de alerta gritando em sua cabeça, ela esperou. Sob a chuva. Voltando-se para ele devagar, a água escorrendo pelo corpo,pingando de seus cílios, empoçando dentro de suas sandálias. Atrás dela, ele estava parado sob a proteção de um guarda chuva. Até perseguindo-a o idiota era prevenido, e ela o odiou por isso. Mas, mesmo protegido, ele não parecia muito confortável. Ao invés de dar um passo adiante e colocar o objeto entre ela e a chuva, ele a fechou com um gesto elegante. Ficando sob a chuva com ela. E assim ficaram por alguns momentos. Como se a chuva fosse necessária para limpar os humores, abrindo caminho feito enxurrada nos corações hesitantes. É, por que ele também hesitava, sorrindo vacilante, esperançoso, sob as gotas. Que eram quentes como o calor que fazia em dezembro.

    Olharam-se sob a cortina cinza. E ele começou a falar. A pedir desculpas, a dizer que tinha entendido seu erro. Que estava arrependido, que a queria de volta. Que, se ela pudesse perdoá-lo... A chuva engoliu as palavras, mas ainda assim elas chegaram ao coração dela. A moça meneou a cabeça, incerta. Querendo e não querendo. A decisão foi tomada quando ele espirrou sob a chuva, a roupa molhada no corpo fazendo efeito. Aquele espirro quebrou sua armadura. Tonto, ia acabar pegando uma gripe. Xingando-o docemente, a moça o atraiu para si. Aquecendo-o com seu corpo, curando o resfriado com beijos. Se ficassem doentes depois do episódio romântico (“patético, mas romântico”, ela diria com ar de falsa crítica) ao menos estariam juntos...


    Posted by Debbie Alves :: 6:37 PM :: 2 Comments:

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    Jornada
    14.12.06

    Dearest constellation, heaven surroundin' you
    Stay there, soft and blue.
    Virginia Moon, I'll wait for you tonight

    Sweetest invitation, breaking the day in two
    Feelin' like I do, Virginia Moon, I'll wait for you tonight

    And now our shades become shadows in your light
    In the morning wind we're through and tomorrow rescues you,
    I will say goodnight
    Secret fascination, whisper a quiet tune
    Hear me callin' you, Virginia Moon, I'll wait for you tonight

    Foo Fighters - Virginia Moon



    Era uma vez uma Deusa. O nome dela não é importante – visto que o assunto principal deste conto não é ela, e sim a sua jornada. De qualquer maneira, um dia, a Deusa despertou com uma sensação estranha fincando garras em seu peito. Sentia-se vazia e incompleta. Algo havia se perdido – mas ela não conseguia definir o que. Como não podia continuar sentindo-se daquela maneira sem fazer nada, a Deusa pensou que poderia obter ajuda dos seus semelhantes. Eles tinham suas próprias perspectivas, diferentes da dela, e talvez conseguissem lhe apontar o que, afinal, estava faltando. Desse modo, ela vestiu o seu manto negro salpicado de estrelas e principiou a caminhar na direção de outros reinos, contando a sua história, dividindo seus pensamentos e solicitando auxílio.

    O nobre Chacal, o seu mais antigo companheiro, a ouviu com a atenção e o carinho que se dedicam aos velhos amigos. Ao fim do relato, porém, ele não tinha nenhuma resposta – para ele, nada parecia faltar. Assim, ele ofertou à Deusa a sua eterna fidelidade, tão eterna quanto às areias do deserto. Não importa se nossos mundos são tão distantes um do outro. Estaremos sempre ligados pela força das memórias e do amor que nos une. Isso ele garantiu piscando seus olhos dourados, oblíquos, e dando aquele sorriso torto e malicioso que era só seu.

    A guerreira alada pousou a sua espada e cessou momentaneamente a sua batalha para ouvir a Deusa, com a atenção que se dá a uma alma irmã. Ao fim do relato, porém, ela não tinha nenhuma resposta – para ela, nada parecia faltar. Assim, ela lhe ofertou coragem, para enfrentar o desconhecido, para tomar suas decisões e mantê-las. Não importa se estamos distantes uma da outra, pois nossos mundos estão ligados através dos nossos corações. Pense, crie e escreva, e eu estarei lá. Isso ela garantiu vibrando suas asas de ouro e sol, afastando os cabelos escuros do rosto e revelando um precioso, generoso sorriso.

    A pequena Delírio, espírito das chamas e do fogo, interrompeu a sua performance caótica para ouvir a Deusa, e fez vários comentários pertinentes e engraçados. Ao fim do relato, porém, ela não tinha nenhuma resposta – para ela, nada parecia faltar. Assim, ela ofertou à Deusa uma risada – quente, brilhante, capaz de iluminar os cantos escuros e secar as lágrimas. Muita verdade pode se esconder atrás de uma gargalhada. Dividirei as minhas contigo. Isso ela garantiu com um uma risadinha mal contida, os cabelos vermelhos brilhando soltos ao vento, o sol arrancando reflexos de prata dos estranhos acessórios em formas de agulhas em seus pulsos.

    A Musa com a música e os livros pousou sua pena e silenciou a lira que segurava em seu colo para ouvir a Deusa. Ao fim do relato, porém, ela não tinha nenhuma resposta – para ela, nada parecia faltar. Sugeriu muitas canções e histórias para fazer companhia à deusa em seu caminho solitário. A música elevará teu espírito e te animará. Isso ela garantiu inclinando a cabeça, seus cabelos castanhos entre as flores.

    O Bardo ergueu a vista de seus escritos que ninguém deveria ler para ouvir a Deusa. Sua alma sensível encontrou eco na perturbação da viajante. Ao fim do relato, porém, ele não tinha nenhuma resposta – para ele, nada parecia faltar. Sem querer deixá-la ir de mãos vazias, ele vasculhou seus papéis. Com a timidez dos jovens, ele ofertou à Deusa uma poesia. Seu que o lirismo não é o que mais te agrada, Deusa, mas à cada vez que fitares essas linhas e lembrares de mim,a poesia terá feito o seu trabalho, tocando uma corda em teu coração.Isso ele garantiu com um sorriso meio tímido, meio lascivo, que soltava fagulhas azuis, os olhos brilhando por detrás dos óculos.

    Um Anjo de asas de arlequim pousou elegantemente ao lado da Deusa, pronto para ouvi-la, apenas eles dois naquele vale solitário. Seus olhos cor de tristeza mostravam que ele compreendia a dor da perda e o gume afiado da solidão. Porém, ao fim do relato, ele não tinha nenhuma resposta – para ele, nada parecia faltar. Mas ela havia feito com que ele se sentisse menos sozinho, e ele quis retribuir. Assim, indiferente à dor, ele lhe ofertou duas penas macias, arrancadas de suas asas brilhantes – uma branca, outra negra, ambas com uma pequena mancha de sangue fresco nas pontas. Com elas, poderá enxugar tuas lágrimas e mostrar teu sorriso. Com elas, veste teu coração e ele brilhará. Isso ele garantiu com ar contido, tocando o rosto da Deusa com seus dedos longos. Ofertou também um beijo, pois havia um lado de demônio dentro dele e ele simplesmente não conseguiu resistir.

    Um Sábio – um velho da idade do mundo e cheio de conhecimento, vestindo um corpo jovem cuja real idade era demonstrada pelos seus olhos cinzentos como a metrópole nua – parou de esculpir o seu mundo para ouvir a Deusa. Porém, ao fim do relato, ele não tinha nenhuma resposta – para ele, nada parecia faltar. Assim, ele ofertou-lhe um pequeno frasco cheio de pílulas. São pílulas de sabedoria. Tome-as com parcimônia e escolha bem como vai usá-las. Mas de vez em quando as esqueça e se entregue à indolência. É sábio apreciar o cheiro de lençóis limpos e ter um pouco de preguiça de vez em quando. Isso ele garantiu com um sorriso travesso no seu rosto de velho-menino, a maneira como ele piscou o olho muito mais da criança que ele era do que do velho que ele aparentava ser.

    O irmão Sonho, com seus olhos que brilhavam como mil estrelas, soltou alguns pesadelos no Sonhar enquanto ouvia a Deusa. Porém, ao fim do relato, ele não tinha nenhuma resposta – para ele, nada parecia faltar. Assim, ele ofertou à Deusa um sonho. Algo para ocupar a sua mente quando os pés estivessem exaustos da caminhada árdua. Algo que cheirava como o vento da Sicília e que tinha olhos azuis. Quando te cansares da realidade, sonha. Quando acordares, a realidade irá parecer diferente. Isso ele garantiu com uma expressão de quem sabia o que dizia.

    A Fada Púrpura parou de bater suas asas delicadas, violáceas, para ouvir a Deusa. Porém, ao fim do relato, ela não tinha nenhuma resposta – para ela, nada parecia faltar. Assim, ela ofertou à Deusa um abraço de irmã. Meu brilho estará sempre contigo. Isso ela garantiu com um sorriso doce de quem aguardava o reencontro. Do guerreiro oculto, Orion, ela recebeu palavras gentis de consideração, e do companheiro ausente, saudade. De vampiros divertidos ela recebeu alguns informações noturnas, e um grito silencioso lhe despertou carinho.

    A Deusa encontrou também vários grupos durante a sua jornada. As Dríades, rostos ocultos pela folhagem das matas, lhe ofertaram um conselho: Respeite-se. As Graças lhe deram um momento de embriaguez e torpor, uma breve fuga, um bem vindo descanso; e as Bacantes lhe presentearam com um alerta: Não se iluda, Deusa; Herói ou Mortal, no fundo ou na superfície, homem é tudo palhaço”.

    Após essa longa viagem, a Deusa retornou ao seu próprio reino. Despiu seu manto de estrelas, e dispôs cada presente à sua volta. Olhando-os, sorriu. Sua pergunta não havia sido diretamente respondida, mas todas as respostas que importavam estavam ali. Algo brilhou e se aqueceu dentro dela. Feliz, ela os reuniu próximos ao seu coração. Estava completa mais uma vez...

    P.S.: Esse texto só deveria ser postado lá pelo dia 27 de Dezembro – pq eu vou passar 10 dias fora, viajando, e queria deixar um presente de despedida para vocês. Mas eu sou super ansiosa com os meus presentes... Então, deixo aqui meu presente de natal antecipado e o aviso que estarei off entre os dias 28 de Dezembro e 7 de janeiro. Eu vou, mas volto. E até lá, ainda tem muita coisa pra ser escrita. Bjos!! Ah, link da música lá em cima...^^

    Posted by Debbie Alves :: 1:19 PM :: 10 Comments:

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    The Good, the Bad and the Blah
    13.12.06


    Fim de ano, hora de fazer listas. Do que foi bom, ruim e mais ou menos, dos hábitos que pretendemos mudar ou iniciar (tipo a dieta das segundas feiras). Fim de ano é época de gula, de presentes e de festas (reflexões só depois da 5ª. Garrafa de cidra, por favor). E aqui vai uma listinha do que foi bom, ruim e médio na música, na minha modesta opinião.Os leitores podem concordar, discordar... Só não vale me mandar Antraz pelo correio como retaliação (boba que sou, adoro cartas...). Comecemos pelo melhor, claro...

    The Good:

    • Foo Fighters – Skin and Bones: dois discos do Foo em dois anos seguidos – Dave Grohl está de bom humor, e isso é ótimo!! O grupo mostra que não precisa de guitarras e barulho pra mostrar o quanto é bom. Esse cd acústico é uma delícia, com pérolas como a faixa-título, “Marigold” (música escrita pelo Dave quando ele ainda estava no Nirvana), "Walking after you" (que é linda de todo jeito) e Taylor Hawkins, o baterista, cantando “Cold Day in the Sun”.
    • My Chemical Romance – The Black Parade : Difícil superar “three Cheers for Sweet Revenge”, mas o grupo consegue manter-se à altura do disco anterior. Eu adoro músicas grandiloquentes, que começam lentas e vão crescendo até explodir num momento extremamente emocional. Em alguns momentos, o MCR consegue lembrar a sonoridade do Queen. E o clipe, dirigido pelo sempre incrível Samuel Bayer, também é muito bonito.
    • Panic at the Disco! – A Fever you Can’t Sweat Out e Fall Out Boy – From Under the Cork Tree: Bandas novas. A primeira é super teatral e com uma sonoridade única. Embora os garotos de Las Vegas sejam melhores no videoclip e no estúdio do que ao vivo (a apresentação do VMA foi bem ruinzinha), seus clipes inusitados valem à pena seres vistos e revistos... Eles têm histórias (adoro videoclip com historinha ^^)! A segunda confia no carisma do seu baixista/letrista Peter Wentz e no vocal competente de Patrick Stump para fazer rock de boa qualidade.
    • Christina Aguilera – Back To Basics: Finalmente Christina Aguilera parece ter deixado para trás seu passado de cantorazinha-pop-teen-ex-clube-do-mickey. O novo disco traz um som mais maduro (que já se vislumbrava em Stripped), inspirado nas cantoras de Jazz dos anos 20 e 30. A loirinha pode ser miúda mais tem um vozeirão que vale à pena conferir.

    The Bad:

    • Justin Timberlake – Future Sex Love Sounds: Eu gosto do Justin. Sério, desde o tempo que ele era do N’Sync. Mas eita disquinho ruim do cacete! Excetuando Sexyback, que dá pra ouvir na balada e o vídeo é até gracioso, o resto é lixo. Lixo de hip-hop cantado por um branquelo loirinho de olho azul metido a ser do gueto. Isso já cansou com Eminem...
    • Fergie – The Dutchess: Alguém arranque o microfone dessa mulher! Ela já cantava ruim fazendo pose no Black Eyed Peas (até onde eu sei, ela entrou na banda para torná-la mais “vendável”, ou seja, estava faltando gostosa no videoclip), imagina em carreira solo. Qualquer um se lança em carreira solo, mesmo. A música é ruim e o vídeo deve ter sido dirigido pelo estagiário do Marc Webb. Tudo é ruim que dói. Música no melhor estilo “sou cachorra sou gostosa”, só que em inglês...
    • Madonna – Confessions on a Dance Floor: Aiai. Deve ser heresia falar mal de Madonna. Putz, ela é a Material Girl. A mulher que quase foi banida pela igreja católica pela cena sensual com o santo negro em Like a prayer. É dela “justify my love”, uma das melhores músicas/vídeos que já circularam por aí. E um ícone desses vem e me faz um álbum absolutamente meia-boca, cheio de músicas esquecíveis. Aliás, se vc ouvir o disco inteiro, parece ser um longo, longo remix da mesma música que não é nem tão boa assim. Madonna, esquece o collant roxo, essa onda dance music/disco/Abba não te pertence.
    • Beyonce – B’day: Ruim, ruim, ruim. Estilo “sou cachorra sou gostosa” em vestimentas afro-americanas. Não me importa o quanto ela diga que ama a mamãe, que mamãe faz suas roupinhas e Jay-Z é o amor de sua vida: tem a voz bonita, mas as músicas são tremendamente infames, falam sobre aqueles temas batidos de sempre (que td mundo adora, mas um pouco de originalidade não mata ninguém) e a gente só sabe que é cd solo pq as outras gurias do Destiny’s Child não estão na capa. E o videoclip de “Deja Vu” é uma das piores coisas que eu já vi na vida. Mal produzido, mal concebido, mal, muito mal.

    The Blah:

    • Evanescence – The Open Door: Apesar dos esforços da Amy Lee, o David Hodges faz uma falta danada. O disco é bom, mas não brilha e nem encanta como “Fallen”, o trabalho anterior que revelou a banda. Quanto ao videoclipe, é excelente – e dá-lhe Marc Webb (de novo).
    • Red Hot Chilli Peppers – Stadium Arcadium: Muito, muito barulho por pouca coisa. Álbum duplo, prometia horrores – só conseguiu soar como uma banda pop fazendo cover do Red Hot. Ficou faltando o toque mais agressivo, mais pesado, característico da banda em trabalhos anteriores. E toda aquela polêmica acerca do plágio de “Dani Califórnia” (embora seja um clipe mto bem produzido) também não pegou muito bem... Red Hot virou banda que toca naquelas rádios de loja de departamentos. E isso é mto triste.
    • Green day & U2The Saints Are Coming: A prova de que a soma de duas coisas que são boas separadamente podem se tornar uma porcaria. Não vou entrar no mérito de que a parceria foi feita pra ajudar as vítimas de Nova Orleans, nem de como é aborrecida essa mania que o Bono tem de querer salvar o mundo. Afinal, nesses tempos politicamente corretos, pode ser até que me processem por pensar assim. Enfim, a música é lenta, aborrecida e tediosa – além de soar igualzinho a umas 54 ou 55 músicas do U2. Melhor ficar com o original (sim , pois é um cover de uma banda punk chamada Skids, vc não sabia?!).

    Posted by Debbie Alves :: 6:19 PM :: 1 Comments:

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    Retorno
    12.12.06


    Now I've tried to talk to you and make you understand
    All you have to do is close your eyes
    And just reach out your hand and touch me
    Hold me close don't ever let me go

    More than words is all you ever needed me to show
    Then you wouldn't have to say that you love me, yeah
    Cos I'd already know

    More than Words - Extreme


    A maior parte das pessoas é egoísta. Eu me incluo nessa lista. Quero manter tudo o que eu gosto perto de mim – coisas e pessoas, especialmente pessoas. Quando elas se vão, é a minha dor que toma conta de tudo – o que eu vou fazer sem aquela pessoa?! Como seguir em frente sem a presença tão querida... E como aquele que se vai consegue ir assim, como se não fosse nada? Só eu que sinto a ausência? O afastamento?

    As pessoas vêm e vão diante de nós. Elas entram e saem das nossas vidas, mudando, influenciando, deixando marcas, que podem ser boas ou ruins... Assim como nós também. Nos aproximamos e nos afastamos. É tão raro que alguém permaneça conosco (e vice versa) por anos a fio. Essas pessoas são aquelas que guardamos com mais cuidado dentro do nosso coração, aquelas que desejamos ter sempre ao nosso alcance. E se, de um modo ou de outro, nós estendemos a nossa mão e só encontramos um espaço vazio, é essa a ausência que nos machuca mais.

    As pessoas surgem das maneiras mais inesperadas. Um olhar, um comentário, até mesmo uma postura antagônica, atraem a sua presença. E laços se formam à cada risada, à cada pensamento similar dito simultaneamente, e até mesmo à cada discussão. O melhor das discussões é quando tudo volta ao normal depois. O pior das discussões é quando nada mais volta a ser como antes, manchada que foi a relação pela incompreensão, pela má vontade, pelo desamor. Você descobre amizade onde não esperava e aquilo te aquece. Você descobre frieza onde achava haver amizade e isso machuca. Mas no fim das contas, tudo contribui para montar o intricado quebra cabeça da pessoa que você é.

    Sinto falta de cada amigo que se foi. De cada pessoa que eu não posso mais abraçar. Sinto ter ido embora sem olhar para trás. Sinto por cada palavra ferina dita num momento de raiva, e sinto por ter escutado coisas tão feias. Sinto por não compreender, e realmente lamento não ter sido compreendida. Por ter sido afastada pela infantilidade e por erguer meu escudo de ironia para me defender.

    Fico feliz por recuperar antigos carinhos das cinzas do esquecimento. Por ver novos sorrisos em rostos conhecidos. Por ter tido tempo pra digerir tudo e até perdoar, a dor dos machucados atenuada pelo gostar que nasce novamente. Por conseguir conversar por muito tempo, como se esse afastamento jamais tivesse existido. Fico feliz pq abraçar você e ver vc sorrir ainda é muito bom...




    P.S.: Escrevi esse texto pq, algum tempo atrás, tive o prazer de rever uma pessoa que costumava ser muito querida. E eu descobri que ela ainda é. Não sei se a pessoa em questão vai ler isso algum dia... Enfim J., caso leia, foi muito bom ver você mais uma vez... Eu realmente senti sua falta. Bjs! Ah, e o link do vídeo está lá em cima (Thank U, YouTube!!)!

    Posted by Debbie Alves :: 7:17 PM :: 3 Comments:

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