
Ele a amava. Simples assim, complicado assim. Ele a amava tanto que até doía. E não era ressaca nem úlcera, era amor, e essa certeza patética o consumia pode dentro. Ele tinha certeza desse sentimento, embora não soubesse lidar com ele. Mas só podia ser amor que fazia seu coração roqueiro bater mais forte quando ele a via. Que o fazia ter vontade de domar sua guitarra e sua atitude, e cantar as coisas mais bregas e clichês numa vozinha daquelas de pé de ouvido, só pra ela – e quem se importava se o Joey Ramone se revirasse na tumba com tamanha heresia? Assim ele poderia estar perto daquela suave área sem nome entre a orelha e a nuca, onde o perfume dela se mesclava à fragrância que ela usava. Ele tinha certeza que a pele ali era quente e macia, salgada e se ele a tocasse devagar, poderia sentir a pulsação dela acelerar tanto quanto a sua. A presença dela parecia segui-lo aonde fosse. Perdia compassos pensando naquela boca. Quando estava na rua e via alguém cujo cabelo era vagamente similar ao dela, tropeçava nos próprios pés. E sentia-se ridículo um segundo depois. Como um colegial desajeitado, tudo que ele jamais fora. Mas era assim. E ele se ridicularizava por isso, mas tudo sumia quando ela surgia. Quando ela surgia... Ele só conseguia pensar em um anjo de luz e seda. Aliás, se ele se esforçasse bastante, ele podia ver as asas dela contra a luz. Quando ela sorria, ele pensava em crianças com aquele mesmo sorriso, e em dormir e acordar ao lado dela para sempre. Ele nem sabia que parte dele acalentava tais sonhos. Sonhos suburbanos, comuns, de minivans e hipoteca de uma casa grande para ser paga em vinte e cinco anos. Ela conseguia, com um sorriso branco, fulgurante, com um dentinho meio torto só para torná-la única, chacoalhar todas as idéias que ele tinha de mundo, de felicidade, e especialmente de si mesmo. A luz que vinha dela parecia alcançar cada canto sombrio e empoeirado de sua alma. E ela poderia ir a qualquer lugar que quisesse dentro dele, pq ela era ela e ninguém mais... Sabia que jamais se cansaria de tentar conhecê-la, de saborear o conteúdo do recipiente tão bem talhado que ela era. O que ela pensava, sentia – conhecer o coração dela como conhecia o próprio. Será que um dia conseguiria compreende-la, decifrá-la, capturá-la entre suas mãos para então deixá-la voar sem temer que ela se afastasse demais dele? Ele queria jamais magoá-la. Jamais fazê-la chorar. E quando isso acontecia - ah, pq acontecia, quando suas inseguranças e seus medos encontravam sua voz – ele tinha vontade de morrer por feri-la, por ser ele a razão daquelas lágrimas. Pq ele dizia aquelas coisas horríveis quando a única coisa que desejava era abraçá-la e jamais se afastar? Não sabia. Talvez os homens fossem uma raça sem esperança. Portas em forma de gente, tão ocupados em serem machos que não aprendiam a lidar com aquelas coisas delicadas chamadas sentimentos. Ele prometia se emendar, consertar os erros e enxugava o pranto dela com beijos. E temia a próxima vez. Ele a beijava e se embriagava com seu sabor, com sua maciez. Uma “ex” despeitada o acusou de amar aquela imagem de inocência que ela tinha. Um complemento às sombras que existiam dentro dele. Inveja, palavras vazias, nada mais que isso. Pq ele sabia que ela era muito mais do que se via, que sob a sua leveza aparente havia uma personalidade forte e um espírito tão admirável quanto o seu exterior. E por ser forte e delicada, por ser complexa e profunda, por sorrir para ele, beijá-lo e às vezes ameaçá-lo com um soco, ele a amava ainda mais. Ele a amava. Simples assim, complicado assim. Como não amá-la? Nem lembrava mais como era não amá-la. Mesmo com as eventuais diferenças, com as discussões. A amava. E, se ela permitisse, a amaria por essa vida e além. PS: Essa é pro meu casal favorito... ^^ Que briga, discute, mas ainda assim, são lindos quando estão juntos.
Hoje foi dia de cinema!! Aeee! Estava quase em crise de abstinência cinematográfica. A última vez que eu tinha ido ao cinema foi pra assistir “Por Água Abaixo”, quando estava em Recife, ainda...! Isso foi em JANEIRO! E finalmente hoje estreou um filme dentro dos meus padrões de assistibilidade. É, pq diferente da maioria das pessoas que gosta de cinema, eu detesto esses filmes feitos pra ganhar Oscar de melhor filme. Babel, Os Infiltrados, A Conquista da Honra?! Eu não gasto meu dinheiro assistindo filmes assim. Simplesmente não fazem meu gênero. O cinema é uma adorada e familiar válvula de escape. As luzes se apagam e eu entro num mundo que, se não é melhor, ao menos é mais colorido e fantástico. Então que se dane a vida real, eu quero é fantasia... Fui assistir “Music and Lyrics”. Comédia romântica com todos os clichês básicos da espécie, surpreendentemente feito para quem tem mais de 30 anos (devem existir muitas e muitas mais que nem euzinha nesse mundo...). Trilha sonora excelente, cheia de coisinhas recheadas de 80’s feeling (exceto talvez o Indian-pop da cantora Cora, mas está contextualizado e é perdoável, hahaha), fotografia padrão, a novata Haley Bennet não faz feio e é sempre um prazer ouvir Hugh Grant. De bônus, ainda teve o trailer de “The Last Kiss”... Tô doida para assistir esse filme!! Tem o Zach Brach de “Scrubs” e a linda, linda, linda Rachel Bilson. Injustiça pensar que gente linda assim simplesmente nasce que nem eu e você... E o novo filme de Jim Carrey, “Número “Pop goes my heart” já está tocando no meu mp3 player ( e aí no 4shared pra quem quiser ouvir - eu AMO internet...^^). Jantei sushi. Comprei dois livros, um dos quais é da Meg Cabbot ( A minha “mana” Di me viciou PS: Eu prometi mostrar a vcs meus esforços fotográficos da minha estada



Ok pessoas, essa semana inteira eu terei o treinamento do meu (assim espero!!) futuro emprego. Ele começa a tarde, entra pela noite e tem “tarefas de casa”. Devo ficar um pouquinho ausente, mas nunca sumida. Bjs e fiquem aí torcendo por mim, pq eu preciso de grana... O.o.



Tédio, s.m: Aborrecimento, fastio, nojo, desgosto.
Deve ter sido culpa dessa overdose de mundo real, onde marginais despedaçam criancinhas e o Bush é popular no Nordeste (Nota: NINGUÉM me perguntou sobre isso). Aí fiquei assim, desse jeito tosco, sem vontade de nada. Cumpri o resto das obrigações me arrastando pelo centro da cidade, vagando pelo shopping q nem alma penada e realmente não lembro do que eu almocei (Mas eu comi um pudim de sobremesa, disso eu lembro nitidamente)....
E agora estou aqui. Já tentei escrever pros RPGs, organizar a zona q está meu hd, desenhar, brincar no open canvas e não sai nada. Tá saindo esse texto que, por não requerer uma grande reflexão artística (tá mais pra relatório...), está conseguindo brotar em terras hoje tão inóspitas. Heroes estréia amanhã na Universal. Como na minha TV à cabo não tem Universal, vou catar os episódios no emule (eu, a atrasada - 99% dos nerds já devem ter isso há meses..). Mas não agora. Depois de postar, vou desligar o PC, colocar o tablet de volta na caixa e... Sei lá, assistir Sony.Ou Cartoon network. É, isso soa como um plano...
Odeio ficar entediada. Ao menos terei notícias de cunho empregatício amanhã...
Droga de chuva e droga de hormônios. Bah.