:: About ::

Uns dias eu estou up, nos outros, estou down... E aqui teremos pequenas pérolas de sabedoria maníaca ou depressiva, fragmentos de vida em forma de pílulas... Bem vindo ao mundo de Uppers and Downers.


Name::Debbie Alves

From::Underworld, Australia

This is such a boring subject :P. Esse assunto é chato...! Basta vc saber q eu tenho aspirações artístico-literárias e este é o lugar delas.

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:: The Lady ::

Advogada, gótica de butique, artista torturada,poser de 1a linha, vampira em treino,mestra de rpg, fanática por quadrinhos,otaku, orgulhosa membro da Corvinal,inimiga mortal de gente fanática (inclusive posers fanáticos), escritora de melodramas mutantes vampirescos adolescentes, adolescente terminal, amiga, filha, irmã...E mais um monte de coisa...

:: Uppers ::

RPG, Quadrinhos, Arte, Vampiros, Fotografia, Música, Dança, Literatura, Cinema, Chocolate, Coca cola, Sushi, Smirnoff Ice, Amigos, Conversar bobagens.

:: Downers ::

Mediocridade, Estupidez,Música Ruim, Burrice, Frustrações, A Suposta Vida Adulta.

:: Soundtrack ::

Queen, Foo Fighters, Beastie Boys, Scissor Sisters, Elton John, Weezer, Good Charlotte, Simple Plan, Green Day, Offspring, My Chemical Romance, Kiss, Three Days Grace, Nirvana, Elvis Presley, Frank Sinatra, Madonna, Christina Aguilera, Mandy Moore, Ciara, 50's,80's, Disco, Massacration, Chemical Brothers, Pet Shop Boys, Daft Punk, The Prodigy, Depeche Mode,Information Society, Abba, Justin Timberlake, Rammnstein, Type O Negative, Johnny Cash, Papa Roach, Hillary Duff.

:: Movies & TV ::

Changing Rooms, Miami Ink, Mindfreak, Grey's Anatomy,Daria, Buffy the Vampire Slayer, Angel, CSI, Saturday Night Live, Teen Titans, Shaolin Showdown, Foreign Exchange,Uglly betty, Bones, Beakman, Adult Swin, Megaliga MTV, Seinfield, The O.C., That 70's Show, Scrubs,Underworld, Take the Lead, Just my Luck, Grease, Singin' in the rain, The green mile, Shall we dance, 13 going to 30, Footloose, PotC, Harry Potters, Ferris Bueller's Day Off, My Fat Greek Wedding, 300, Transformers.

:: Books ::

Neil Gaiman, Stephen King, J.K. Rowling,Meg Cabot, Romances de banca, X-men, Sin City, Sanctuary, Crying Freeman, Shoujo mangá, Fruits Basket, Negima!,Merupuri,Zettai Kareshi,XXXHolic. Tsubasa Chronicles, Kare Kano, Angel Sanctuary, Death Note, Sandman, Contos de fada, Simbolismo, História Antiga, História da Arte, Monteiro Lobato.

:: The Beautiful People ::

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    Pai
    26.2.07


    O cidadão garboso da foto aí em cima é o meu pai. No próximo dia dois, faz 21 meses que ele se foi. E ainda existem ocasiões em que eu não acredito nisso. Às vezes eu sinto o cheiro dele no ar, vindo do nada. Em outras, eu tenho a impressão de escutar sua voz. Dizem que essa ausência diminui com o tempo. Será?

    Meu pai era uma pessoa muito especial. Por conta dele, é improvável que eu encontre um marido que preencha as minhas expectativas. Pois, se toda garota deseja casar com o próprio pai, onde eu vou encontrar um homem inteligente, fiel, culto, trabalhador e de mente ágil que nem ele?! Ele já era um artigo raro, espécime único, quando se casou com a minha mãe. Aliás, passaram mais de 50 anos casados. Quão excepcional é isso?

    Assim como eu, ele era o caçula. Assim como eu, amava os livros - cedo arruinou a visão lendo à luz de velas e correu o risco de virar padre pq, naquela época, o seminário era uma possibilidade acessível ao estudo de alto nível. Assim como eu, ele era advogado, mas queria ser mais. Assim como eu, se distraía escrevendo, adorava conversar, falava pelos cotovelos. Assim como eu, ele adorava fantasiar, planejar, sonhar um mundo melhor e se perder em "viagens" intelectuais.

    Graças ao meu pai, tive o privilégio de crescer achando que cultura era artigo de cesta básica, que os livros estavam lá para serem lidos, que qualquer linha de pensamento era válida, e que todas as famílias eram como a minha - com pais que gostavam de dividir beijos, abraços e palavras com os filhos. Que qualquer assunto podia ser abordado, que não existiam perguntas inúteis, que não havia problema em gostar de arte e onde "não" era "não".

    Muita coisa mudou agora que ele não está mais aqui. Nada para melhor, óbvio. Coisas foram ditas e feitas, atitudes se transformaram e máscaras caíram. Foi um empurrão impiedoso num mundo adulto e estéril, onde não há mais "causos do Sapé" e nem a xícara marrom dele à mesa do jantar. Com a inflexibilidade que só a vida e a morte têm, ficou claro que ele era o eixo dessa família. Sem ele, todos nós nos tornamos um pouco mais estranhos entre si. Se alguns laços se reforçaram, outros se desfizeram de maneira brusca, como se jamais houvessem existido. Constatar isso é triste e dolorido, e só aumenta a dor que a ausência dele traz.

    É estranho. Ou talvez apenas eu seja estranha. Mas, às vezes, eu vejo uma cabeça branca, uma blusa xadrez,e meu coração falha uma batida, suspenso no tempo num momento longo demais. O chamado de "pai" some antes de se formar, pois não é ele. Mente perigosa, pregando peças numa alma que ainda não crê completamente na perda. E como dói constatar que não é ele, que jamais será ele.

    Não sou a pessoa mais religiosa do mundo, longe disso. Mas se os espíritas estiverem certos, e as pessoas que amamos nos recepcionam do outro lado, eu terei a chance de vê-lo mais uma vez. E por isso, eu não tenho mais tanto medo.

    Ah, pai, eu sinto sua falta. Eu só queria que não doesse tanto. Que não fosse tão duramente definitivo, tão pétreo e imutável. E que o Verbo ainda fosse Vida...

    Posted by Debbie Alves :: 8:05 PM :: 5 Comments:

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    ---------------oOo---------------
    Chuva
    23.2.07


    Rain, feel it on my finger tips
    Hear it on my window pane
    Your love's coming down like
    Rain, wash away my sorrow
    Take away my pain
    Your love's coming down like rain

    When you looked into my eyes
    And you said goodbye could you see my tears
    When I turned the other way
    Did you hear me say
    I'd wait for all the dark clouds bursting in a perfect sky
    You promised me when you said goodbye
    That you'd return when the storm was done
    And now I'll wait for the light, I'll wait for the sun

    Madonna - Rain


    Desde ontem a noite que chove, de maneira intermitente, aqui na terrinha. Embora deteste calor, tampouco sou lá uma grande fã de chuva – acho que sou mesmo uma criatura de ar condicionado. Ambiente climatizado e perfeitamente controlado.

    Chuva é legal quando você pode curti-la, em silêncio. Já quando você tem coisas a fazer e detesta carregar guarda-chuva (que eu ainda acho que devia se chamar “repele-chuva”, ou “guarda-o-usuário-da-chuva”), molhar os pés em poças duvidosas e dirigir em ruas cobertas de água num carro cujos vidros são permanentemente embaçados, a chuva não é tão bacana assim...

    Mas o pior mesmo da chuva é q ela diminui meu ritmo cerebral. Devo ter algum antepassado urso, pra gostar de hibernar quando o sol se esconde. Quando chove, tudo fica mais lento para mim. Eu tenho ainda mais sono, e a minha única vontade verdadeira é me enrolar num lençol e prestar atenção ao barulho do céu chorando até dormir. Ficar assim me deprime, assim como aquelas inevitáveis feiúras de alma às quais somos expostos sem aviso.

    E foi o que eu fiz grande parte do dia – dormi e me deprimi, empurrei meus compromissos pra semana que vem. As contas podem esperar, o banco, idem. Não que não vá chover na semana que vem. Mas, quem sabe, eu não esteja me sentindo assim, cinzenta e chuvosa por dentro, repelindo uma tempestade em forma de lágrimas com um sorriso aberto. Se ao menos a chuva lavasse a tristeza. Se as lágrimas se misturassem à água e fosse possível ignorar esse sentimento cinzento.

    Mas não é, e lá fora, troveja tanto quanto aqui dentro.

    PS 1: Um bom achado: Animepaper.

    PS 2: Eu recomecei a usar meu tablet numa tentativa de finalizar desenhos (ao contrário das UniPins, nesse caso, quando erro eu posso voltar atrás e refazer). A 1ª tentativa está aqui.

    Posted by Debbie Alves :: 7:31 PM :: 8 Comments:

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    O Pássaro Vermelho III
    22.2.07






    Ainda surpresa com a atenção que lhe era dedicada (tão diferente das usuais), o olhar da princesa – pássaro recaiu sobre o autor das palavras inesperadas. Pela cama suntuosa e por todos os adereços, ela reconheceu que o rapaz pálido, deitado contra uma pilha de travesseiros, era tão da realeza quanto ela fora, um dia. E sim, ele também parecia doente, olheiras fundas circulando olhos da cor do céu q ela agora conhecia tão bem. Parecendo sentir a sua hesitação, ele deu um sorriso fraco:


    Não precisa ter medo de mim. Estou confinado a esta cama e não lhe faria nenhum mal. Já fui arrogante e autocentrado, mas a doença afasta os falsos amigos e as canções de amor. As pessoas não gostam de se juntar com os fracos. Infelizmente eu só compreendi isso depois de me tornar um deles... Pode chegar perto”. Ele informou com naturalidade, como se fosse comum falar com pássaros. A princesa ainda hesitava, mesmo tocada pelas palavras solitárias. E assim, se aproximou devagar, piscando seus olhos verdes com a atenção focada nele. E ele, provavelmente incentivado por essa mesma atenção, continuou a falar. A contar como fora parar naquela cama, o resultado cruel de uma disputa tola.

    Lutara para conquistar um prêmio, uma princesa tão fútil qto ele mesmo fora. Porém, quando ele perdera para um cavaleiro mais forte e experiente, todas as promessas de amor se mostraram vazias. Se ele não era forte o suficiente para lutar por ela e vencer, não lhe servia. E a amarga decepção, bem como o reconhecimento de suas aspirações vazias, haviam enfraquecido tanto seu corpo qto seu espírito. Agora, ele estava ali, peça inútil no jogo de xadrez do poder e dos relacionamentos. A sua própria superficialidade o havia conduzido até ali, e ele simplesmente não via escapatória... “Fale-me do mundo lá fora, belo pássaro. Talvez no seu canto ele fique mais bonito, menos vazio”. Comovida com o pedido, a princesa cantou. Não mais suas próprias dores, mas uma canção feliz. Entre ela e o príncipe doente já havia dor demais...

    Os dias foram se passando. A princesa sempre vinha à janela, era sempre recepcionada com um sorriso pálido. Ela cantava, mas ele ficava cada dia mais doente. O único momento que ele parecia se animar era quando ela surgia. E cada vez mais, a princesa se viu triste e preocupada com ele, chegando a esquecer o próprio infortúnio em detrimento do dele. Ela desejava fazê-lo feliz, e por isso queria se superar, cantar cada vez melhor, para alegrá-lo. A cada dia, ela se aproximava mais dele. Ele roçava o dedo na penugem rubra de sua cabeça e sorria. Mas ainda não era o suficiente...

    Um certo dia, ele parecia estar especialmente mal. Quando a princesa pousou perto dele, ele se esforçou em dizer:
    Fui desenganado. É apenas uma questão de aguardar, agora. Pena... Como eu gostaria de saber o que você pensa da vida, pequeno pássaro. O que vc vê de tão belo nela que te faz cantar...”

    A notícia fez o frágil coração de pássaro da princesa se encolher. A parte humana dela queria gritar e chorar em negação, mas ela não podia. Só lhe restava fazer uma coisa – cantar. Cantou a mais bela canção na qual pode pensar, querendo fazê-lo feliz, querendo fazê-lo sorrir mais uma vez, deus, por favor, só mais uma vez. A mão trêmula se ergueu, o polegar roçou as penas vermelhas e ele sorriu:
    “Se ao menos eu pudesse saber o que vc pensa... Tenho certeza que seus pensamentos são tão belos quanto a sua música, e que o seu coração é rubro e caloroso como a cor de suas penas. Queria tanto ouvi-lo falar acerca de como vc vê a vida, essa vida triste que parece ser bem mais bonita quando vc a canta”. O príncipe disse as palavras com a voz sumida dos que estão morrendo. E assim, ele fechou os olhos e expirou. E não viu diante dele o pássaro se converter numa linda princesa ruiva, cujo coração fora curado por sua gentileza apenas para ser partido mais uma vez por sua inflexível ausência...

    A princesa se desesperou. Atirou-se, alucinada, sobre o corpo do príncipe, querendo arrancá-lo das garras da morte. Chorou e rogou, praguejou e amaldiçoou, e nada. A presença de uma terceira pessoa naquele quarto a fez erguer os olhos chorosos para a porta. Para sua absoluta surpresa, lá estava o homem moreno que a fizer passar por todas aquelas agruras, observando acena com expressão pensativa...

    Então você achou alguém que queria ouvir o que vc escutava. Venceu meu desafio, reconquistou seu corpo e sua voz. Talvez mereça um prêmio além deste que já tem – não é todo dia que me vencem”, disse o mago com uma voz de quem ruminava idéias.
    Traga-o de volta, por favor”.
    “Nem eu posso vencer a morte, cara dama”.
    “Você é um mago poderoso, faça algo!”
    “Pois bem, farei.”
    O mago fez um gesto no ar. Sobre a cama, não havia mais uma princesa chorosa e um príncipe morto, mas um casal de pássaros vermelhos. De penas luxuriantes, rubras como sangue, como o amor. “Vão e cantem para si e um para o outro sua felicidade, que pode ser apreciada, mas dificilmente entendida pelas demais pessoas. Pois nessa terra será raro existir alguém como vocês, que conseguiu ver mais do que os olhos vêem, ouvir mais do que as palavras dizem, compreender mais do que falam os gestos.”

    O mago acompanhou com o olhar os pássaros alçarem vôo e sumirem na linha do horizonte. O canto sobrenaturalmente belo se elevando e se espalhando pelo céu. Aquele canto o assombraria por muito tempo, e após esse dia, não foram poucas às vezes em que ele despertou com aqueles sons na memória, e o desejo de ser como aqueles pássaros em seu coração. De ser apreciado na por sua forma, mas sim , por seus pensamentos...



    Obs: Esse final ficou bem mais melancólico do que eu previ O.o’.E em breve teremos um breve ensaio sobre o que é arte (como sou atrevida...Kkkk!). Ah,e mil desculpas pela demora à postar algo novo. A vida real está me enlouquecendo... mas eu sei como é chato qdo a gente vai na esperança de ler alguma novidade e só encontra desculpas. Vou tentar voltar a postar mais regularmente, para felicidade geral da nação bloggueira.Bj!
    Posted by Debbie Alves :: 6:52 PM :: 3 Comments:

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    Aniversário!
    18.2.07

    O mundo do menino de alma velha tá em festa. Confiram!!

    Sim, eu assumo desavergonhadamente que não escrevi nada de interessante para o blog hoje além desse anúncio... ^^ Bad Debbie!! E obrigado às pessoas q não tiveram pesadelos com a foto (modesta, modesta). Beijos!

    E não, os próximos 100 posts não serão assim curtinhos. Prometo!
    Posted by Debbie Alves :: 9:54 PM :: 4 Comments:

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    Post no. 100
    16.2.07

    7 Coisas que quero fazer antes de morrer:

    • Conhecer a Europa
    • Ir ao show do Foo Fighters
    • Reunir o maior número de amigos possível em uma ocasião especial
    • Rever e conhecer novas e velhas pessoas
    • Ser livre
    • Descobrir o que eu quero ser quando crescer
    • Completar minha coleção do Stephen King


    7 Coisas que eu mais falo (com um sotaque horroroso...)

    • Affe (Maria...)
    • Que marmota é essa?
    • Hey ____!
    • Saco, viu...
    • Merda merda merda....!
    • Beijo!
    • Preciso comprar uma água.


    7 Coisas que eu faço bem

    • Escrever
    • Compras no supermercado
    • Ironia
    • Respostas rápidas
    • Dormir
    • Ouvir e aconselhar
    • Brincar de rock star


    7 Coisas que eu não faço bem

    • Esperar
    • Cozinhar
    • Esportes
    • Disfarçar quando estou aborrecida
    • Perdoar grandes merdas
    • Me orientar em espaços (achar ruas e etc)
    • Arrumar mala


    7 Coisas que me encantam

    • O bom e velho rock and roll
    • Sentir o vento soprando forte
    • Ar condicionado
    • Uma história bem contada
    • Arte
    • Cinema
    • Livros!!


    7 coisas que eu não gosto

    • Quando alguém se faz de vítima
    • Pessoas que não entendem que “não” é “não”
    • Abuso (gente espaçosa)
    • Encheção de saco generalizada por pequenas coisas
    • Ciumeira infantil e injustificada
    • Mentira
    • Falta de simancol (ou cara de pau em excesso)


    7 abençoados que farão uma reflexão ótima e imprescindível para suas vidas, caso aceitem o desafio :D

    /Alex
    /Val
    /Handrik
    /Alf
    /Pchan
    /Cilon
    /Júnior Anjo

    O desafio acima me foi passado pelo Doh, e eu achei que seria um jeito bem legal de começar o centésimo post desse blog.

    Cem posts... Em primeiro lugar, nunca achei que fosse durar tanto. Começou como uma tentativa qualquer, acho que esse é bem o 3º. ou 4º. Blog que eu criei. Os outros, obviamente, não duraram tanto assim *olha pro Sala Escura e suspira*. Era mais um meio de desabafar, de colocar certas coisas no papel virtual antes que elas se transformassem em brigas e confusões reais. De diário, passou a ser literatura (Nossa... Chamar meus escritos de literatura parece tão pomposo) e então diário novamente... É uma salada. Já teve pílulas de sabedoria, lições de vida capazes de dar inveja à qq Paulo Coelho da vida. Já teve conto, encontro, desencontro, fadas e deuses e avisos de computador no conserto. Já passou por mudanças estilísticas e lay-autais. Já falou até de política - provavelmente o máximo de política que vcs vão ouvir de mim, pois a verdade-ficção me interessa muito mais que a verdade-literal.

    Eu fico imaginando o que trarão os próximos 100 posts. Pq, claro que eu pretendo que eles existam – afinal, se já ultrapassou a barreira dos 2 dígitos e dos 2000 hits, alguma coisa eu devo estar fazendo certo – tanto para mim quanto para vocês. Possivelmente teremos mais fantasias, amores, reclamações, observações aleatórias e doses mto, mto espaçadas de realidade...

    Escrever para mim é um prazer imenso. Talvez só quem também escreve possa saber o quanto é recompensador derramar suas palavras no papel ou na tela, vê-las criar forma e seguir para longe de você, tocando e encantando outras pessoas. Enquanto eu tiver palavras, eu pretendo dividi-las com vocês. E se vcs quiserem também dividir suas impressões comigo, é pra isso que serve a caixa de comments. Pq eu os leio e presto atenção neles, sabe? Não é só enfeite não. Juro!!

    Por fim, um grande abraço para cada um dos meus vizinhos de cerca virtual ali do lado esquerdo... Meus amigos queridos, pessoas que graças à internet conquistaram um espaço no meu coração, pessoas que estão longe fisicamente, mas tão perto da maneira que realmente importa... Com seus sotaques tão diferentes e sorrisos tão bons de ver, através do messenger mas especialmente ao vivo... Adoro todos vocês! Beijos mil!

    A Princesa volta em breve... Assim que eu fizer tudo o que tive que adiar nas últimas semanas, por conta dos estudos. Continuem lendo,opinando, comentando e até o 200º.post!! E sim, essa aí em cima sou eu. A foto foi editada, claro, ficou com um ar meio vintage q eu não planejei mas adorei... Sou antiga. Fazer o que?!

    Posted by Debbie Alves :: 5:46 PM :: 7 Comments:

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    O Pássaro Vermelho II
    7.2.07





    Nos primeiros minutos após a transformação, a mente da princesa era um caos de emoções desencontradas, aliadas ao irreal desconforto proporcionado por ver-se aprisionada naquele corpo frágil. Seu coração batia depressa e tudo o que ela desejava era chorar em desespero. Aparentemente pássaros não choravam, pois seu soluço de dor foi convertido num pio trêmulo e pouco musical.

    Superada (mais ou menos) a onda de pânico, ela tenta pensar. Tinha que alertar seus pais, o reino, os magos da corte. E é isso que ela decide fazer, naquele exato instante. Logo, porém, ela descobre que sem a sua loquacidade habitual, era difícil ser notada. Seus protestos saiam em forma de piados, de gorjeios que caiam em ouvidos surdos. As pessoas mal lhe notavam. Abanavam a mão para afastá-la, incomodadas com os ruídos que ela fazia, pretendendo chamar-lhes a atenção. Outros a fitavam e comentavam em voz alta: “que pássaro mais estranho”. Desacostumada a ser considerada estranha, aquilo também a magoava. Fora de ser estranha que aquele homem cruel a acusara... Fora por ser diferente que fora punida.

    Após muitas tentativas infrutíferas, a Princesa decidiu procurar ouvintes mais atentos em outros lugares. A mente firmemente concentrada naquilo que o seu algoz lhe dissera: “Quando conheceres alguém que deseje ouvir suas idéias, o encanto se quebrará”. Certamente existia alguém assim, em algum lugar. O mundo não era cheio de pessoas superficiais... Não é?

    Para a tristeza da princesa, ela constatou que sim, havia muitas pessoas superficiais naquele mundo. Ela pousava nos galhos das árvores e nos beirais das janelas, e tentava se comunicar com os humanos da única maneira que podia – através do seu canto. Infelizmente, ninguém estava interessado no conteúdo, só na forma – e de muitas maneiras tentaram capturá-la, para aprisionar sua música numa gaiola – e mais uma vez, ela se via desejada apenas pela beleza que ostentava e não pelo seu interior. Os dias foram se transformando em meses, e a Princesa estava começando a se cansar daquela batalha vazia – cantar, tentar ser compreendida e fugir sem sucesso algum. Por vezes, quase fora apanhada com visgo e promessas de comida... Isso quando não escapava por pouco de gatos e de aves de rapina. Em todos os lugares, existiam caçadores. Seria mesmo a sua única opção, render-se ao destino ditado por sua forma de pássaro e esquecer tudo o que fazia dela um ser humano? Viver o resto de sua vida sem poder dar voz às suas idéias, vendo seus pensamentos se transformarem em música e então em nada?

    O tom depressivo dos seus pensamentos ia lentamente roubando as cores do seu canto e das suas penas. Ela cantava cada vez menos. Ia cada vez mais se tornando um pássaro estranho, suas memórias de princesa humana se diluindo numa seqüência de dias iguais. Certo dia, ela pousou, exausta, num beiral de mármore de uma janela numa torre alta. Cansada, silenciosa e arredia, fitou o espaço lá dentro. Do interior do quarto, sob uma cama de baldaquino, olhos escuros num rosto magro a fitaram com uma curiosidade que já não a surpreendia. Porém, as palavras que se seguiram foram o que captou, realmente, a sua atenção...



    “Pobre pássaro... Vc parece tão doente qto eu. Não admira que não queira cantar... A fraqueza é algo que incomoda as pessoas. Por isso elas se afastam. Não fazem idéia de como é preciso ser forte para se admitir fraco...”




    Ps: Continua em breve. Já q o Blogger parou de frescura,, eu acrescentei a imagem. E o próximo post é o 100o., tem que ser especial... Uma reflexão, talvez? Mas as agruras da Princesa-pássaro retornam em breve, com um final feliz (eu espero).
    Posted by Debbie Alves :: 6:57 PM :: 4 Comments:

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    Break
    2.2.07




    Em virtude do aniversário de uma grande amiga, não teremos a continuação do meu conto de fadas do Pássaro Vermelho hoje... Pq nem mesmo as fadas podem bater a fórmula amigos + bom papo + brisa do mar + camarão ao alho e óleo comido de maneira selvagem. A nossa programação normal volta amanhã!

    E sim, esse é um daqueles posts menores (ou quase) do que a foto em questão...
    Posted by Debbie Alves :: 9:13 PM :: 6 Comments:

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    O Pássaro Vermelho I
    1.2.07

    Era uma vez uma princesa. A natureza, e não uma fada, a dotou de grande inteligência, amor pelas artes e lindos, fulgurantes, cabelos vermelhos. Por tudo isso, ela se destacava das demais filhas da realeza, todas loiras e vazias. Ela foi crescendo em idade e em sabedoria, amada pelo seu povo como a jóia mais preciosa da realeza daquele lugar.

    A família real, claro, sentia orgulho da princesa. Quando esta atingiu a idade de se casar, procurou por todos os reinos, até os mais longínquos, por alguém digno da mão da princesa. Alguém que soubesse valorizar todos os seus atributos. E assim, foi designado um príncipe de terras desconhecidas, mas das quais se falavam mtas maravilhas.

    Quando o séqüito do príncipe chegou à corte, todos ficaram impressionados com toda a pompa e riqueza que ostentava. Cavalos de puro sangue, tocadores de flauta e cítara, todos usando trajes de seda com finos bordados, presentes ricos e encantadores como ninguém jamais havia visto. E o príncipe em si também era uma bela surpresa: tão moreno quanto a princesa era ruiva, olhos e cabelos escuros, o rosto delineado por um belo cavanhaque, mostrava força e poder sob as roupas finas. Só que, mesmo com toda a celebração por conta da sua chegada, a Princesa notou que o príncipe jamais sorria. Ou, pelo menos, não sorria para ela...

    Durante a ceia daquela noite, a princesa esforçou-se para demonstrar suas qualidades ao futuro marido: discutiu poesia, comentou sobre os novos tratados de negócios e até sobre a qualidade dos rebanhos do reino. Porém, a cada comentário que ela emitia, a expressão do príncipe ia ficando mais e mais carregada. E a princesa ia ficando mais aflita. Estaria falando bobagens? Deveria ela ser mais brilhante na frase seguinte?! Por mais que ela tentasse, nada parecia adiantar. Por fim, no final do jantar, muito tenso, o príncipe a convidou para dar uma volta pelos jardins. Ela tentou ignorar a maneira como seus sentidos se alertaram quando ele a tomou pela mão. Sentia algo muito similar ao medo. Mas não havia razão para ter medo do seu futuro marido, não é?

    Quando ficaram convenientemente distantes dos olhos e dos ouvidos da corte, o príncipe largou os dedos da princesa e disse, num tom de voz frio:

    “As mulheres devem ser belas por que elas existem para serem vistas, e não ouvidas. Eu não me importo com a sua opinião. Aliás, você não deve ter uma opinião. A minha opinião será a sua. Ocupe-se com seus bordados e vestidos, que das coisas que realmente importam, cuidarei eu. Não quero ter que repetir esse aviso novamente”.

    A afronta de tal afirmação fez a princesa engasgar. Fora criada sendo valorizada por seus pensamentos e palavras, e não apreciava a idéia de ser transformada em um adorno, uma boneca sem cordas para ser exibida. Habituada a dar voz aos seus pensamentos, ela deixou claro o seu desagrado:

    “Se é um brinquedo e não uma companheira que deseja desse casamento, meu senhor, temo ter que rejeitá-lo. Não caminharei atrás de homem algum, como alguma serva ou um dos seus animais de estimação. Tenho as minhas próprias idéias, e elas vibram, independente de qualquer pessoa além de mim mesma”.

    A negativa firme pareceu aborrecer sobremaneira o príncipe. Seus olhos escuros ficaram sanguíneos na penumbra, e ele segurou a moça pelo braço sem nenhum traço de gentileza:

    “Essa idéia tola de independência envenena as mulheres e, pelo jeito, fez mais uma vítima. Se você não quer caminhar atrás de mim, se quer dar voz ao que lhe passa pela cabeça, talvez não seja adequado ser uma princesa”.

    Tarde demais, a princesa percebeu que o príncipe era mais do que o seu exterior belo e suas idéias rudes – o homem moreno era também um mago. Um mago que recitava palavras mágicas antigas e obscuras enquanto a segurava com mão de ferro. A moça viu-se incapaz de gritar, atônita, enquanto seu corpo parecia murchar e diminuir, mudando de forma, a pele se franzindo e se cobrindo de penas...

    Quando o príncipe terminou de recitar seu feitiço, tudo o que restara da princesa fora a sua tiara, caída no chão. Entre os dedos cruéis do homem, havia um pássaro vermelho, de plumagem brilhante e expressivos olhos verdes que o fitavam com o franco terror de um animalzinho preso em uma armadilha.

    “Eis aí como você dará voz aos seus pensamentos, cara Princesa. Cante seu desespero, sua dor e suas bravatas de igualdade, e encante quem a ouvir, pois ninguém está interessado no conteúdo, apenas na forma. Quando conheceres alguém que deseje ouvir suas idéias, o encanto se quebrará. Mas claro, isso jamais irá acontecer – quem quer saber o que um pássaro, ou uma garota tola, pensam? Ninguém. Estará condenada à esta forma por tua própria arrogância”. O Príncipe libertou a princesa pássaro, fitando-a com um olhar sardônico antes de voltar para o palácio, gritando em altos brados que a sua noiva simplesmente desaparecera no ar, deixando a princesa, trêmula em suas delicadas patinhas de garras agudas e apavorada com a sua nova condição.

    Ps - Continua amanhã...

    Posted by Debbie Alves :: 7:27 PM :: 1 Comments:

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