:: About ::

Uns dias eu estou up, nos outros, estou down... E aqui teremos pequenas pérolas de sabedoria maníaca ou depressiva, fragmentos de vida em forma de pílulas... Bem vindo ao mundo de Uppers and Downers.


Name::Debbie Alves

From::Underworld, Australia

This is such a boring subject :P. Esse assunto é chato...! Basta vc saber q eu tenho aspirações artístico-literárias e este é o lugar delas.

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:: The Lady ::

Advogada, gótica de butique, artista torturada,poser de 1a linha, vampira em treino,mestra de rpg, fanática por quadrinhos,otaku, orgulhosa membro da Corvinal,inimiga mortal de gente fanática (inclusive posers fanáticos), escritora de melodramas mutantes vampirescos adolescentes, adolescente terminal, amiga, filha, irmã...E mais um monte de coisa...

:: Uppers ::

RPG, Quadrinhos, Arte, Vampiros, Fotografia, Música, Dança, Literatura, Cinema, Chocolate, Coca cola, Sushi, Smirnoff Ice, Amigos, Conversar bobagens.

:: Downers ::

Mediocridade, Estupidez,Música Ruim, Burrice, Frustrações, A Suposta Vida Adulta.

:: Soundtrack ::

Queen, Foo Fighters, Beastie Boys, Scissor Sisters, Elton John, Weezer, Good Charlotte, Simple Plan, Green Day, Offspring, My Chemical Romance, Kiss, Three Days Grace, Nirvana, Elvis Presley, Frank Sinatra, Madonna, Christina Aguilera, Mandy Moore, Ciara, 50's,80's, Disco, Massacration, Chemical Brothers, Pet Shop Boys, Daft Punk, The Prodigy, Depeche Mode,Information Society, Abba, Justin Timberlake, Rammnstein, Type O Negative, Johnny Cash, Papa Roach, Hillary Duff.

:: Movies & TV ::

Changing Rooms, Miami Ink, Mindfreak, Grey's Anatomy,Daria, Buffy the Vampire Slayer, Angel, CSI, Saturday Night Live, Teen Titans, Shaolin Showdown, Foreign Exchange,Uglly betty, Bones, Beakman, Adult Swin, Megaliga MTV, Seinfield, The O.C., That 70's Show, Scrubs,Underworld, Take the Lead, Just my Luck, Grease, Singin' in the rain, The green mile, Shall we dance, 13 going to 30, Footloose, PotC, Harry Potters, Ferris Bueller's Day Off, My Fat Greek Wedding, 300, Transformers.

:: Books ::

Neil Gaiman, Stephen King, J.K. Rowling,Meg Cabot, Romances de banca, X-men, Sin City, Sanctuary, Crying Freeman, Shoujo mangá, Fruits Basket, Negima!,Merupuri,Zettai Kareshi,XXXHolic. Tsubasa Chronicles, Kare Kano, Angel Sanctuary, Death Note, Sandman, Contos de fada, Simbolismo, História Antiga, História da Arte, Monteiro Lobato.

:: The Beautiful People ::

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    Pro inferno
    31.1.07




    Argh. Hoje está sendo um dia daqueles. As desgraças resolveram se juntar e cair todas na minha cabeça ao mesmo tempo. Rolou de tudo. De cair da cama (QUEM ainda cai da cama, pelo amor de deus??!) e torcer o pé a perder minha carteira da OAB, colocar a casa abaixo atrás dela, passar em duas delegacias para fazer um B.O. dando conta do sumiço da desgraçada e ficar muitos reais mais pobre para pedir outra. Nem vou mencionar a parte das esperas infinitas, do calor infernal e dos motoristas psicopatas. Pra que?!

    E agora, depois de passar o dia todo tendo raiva, eu ligo o pc e descubro que o yahoo morreu, o messenger o seguiu o mesmo caminho para o céu dos softwares, não consigo colocar os benditos thumbnails no DA, o explorer está dando pau e tampouco posso reler os posts do jogo pq a páginas dos groups também não está abrindo – ou seja, não possa escrever para o RPG como eu pretendia. Que vontade de enfiar a cabeça debaixo do travesseiro e torcer pra que o mundo e Murphy me esqueçam por um tempinho. Que ódio, que ódio, que ódio. E ainda tenho que ficar ouvindo conselhos acerca de como eu não devo me estressar tanto. Diz pra mim, a pergunta devia ser como NÃO se estressar com tudo isso, não é?!

    Eu queria muito que, pelo menos, me deixassem em paz com o meu estresse. A gente se conhece e se entende, desde que ninguém interfira com conselhos inúteis. Se querem interferir, me traz um sorvete ou um copo de água, ora essa.

    Eu imagino que sentir essa frustração tão forte deve ser um reflexo da minha personalidade imatura e infantil. Acrescentando o meu cansaço e aborrecimento por outras coisas na lista. É tanta exigência, tanta incompreensão, tanto intrometimento, tanta coisa enfim, que eu quero mais é chutar os quatro paus da barraca, a barraca,a fogueira e o monitor desse acampamento infernal chamado Vida Adulta. Pro inferno com tudo isso. Pro inferno. PRO-INFERNO!!!

    * Blog interrompido pq a escritora do texto foi ali pisar duro e bater umas portas... *
    Posted by Debbie Alves :: 5:09 PM :: 3 Comments:

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    Programação
    29.1.07


    Eu sei, é incrível, mas eu tenho uma programação pra essa semana. Programação q eu pretendo cumprir, por totalmente incrível que isso soe. Embora a maratona estudantil continue, eu prometi a mim mesma que ficaria com todos os meus rpgs online em dia durante os próximos sete dias.

    Eu também sei que pode parecer uma tremenda bobagem para alguns dos meus leitores (e um assunto pertinente para outros). Mas eu mestro/jogo via internet jogos baseados em X-men, ficção e Teenage Angsts. Conheci pessoas incríveis graças a eles, e tenho um carinho imenso pela função de escrever com/para essa galerinha. Por conta dos estudos eu estava (ainda estou) super atrasada com eles e isso me deixa muito culpada... O que nunca é bom. Ao menos pra mim, já q player adora um mestre culpado de quem extorquir vantagens ^^.

    Mas, como os estudos deram uma folguinha (não férias de longo prazo), eu resolvi que essa semana, além de arrumar meus cds, livros e revistas, eu iria postar em todos os rpgs que faço parte. Já arrumei o cds e já escrevi para dois deles. Vou tentar manter essa promessa junto com “postar no blog todo dia”, isso se os meus dedos agüentarem. Porém, se o texto ficar assim... mais incoerente que o normal, não se surpreendam demais.

    Beijinhos...!

    Posted by Debbie Alves :: 9:56 PM :: 5 Comments:

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    I survived...
    28.1.07



    Time has passed,
    I've paid my dues,
    these wounds have finally healed
    But I survived,
    I've learned my lessons,
    I'm finally free

    I’m Bored – Ignate

    Pois é… Eu sobrevivi ao tal concurso para contar!! 160 questões depois, um dia inteiro de provas, e eu finalmente estou em casa com aquela sensação de dever cumprido e seja-lá-o-que-deus-quiser. Exceto por algumas questões que estavam perfeitas para programadores de computador, acho que eu me sai razoavelmente bem. Espero que suficientemente bem para conquistar uma das vagas, pq afinal, emprego anda raro nesses tempos bicudos...

    Mas uma coisa é certa: o tempo passa e a “fauna” desses concursos continua a mesma. Ou isso talvez seja uma característica dos advogados, não sei. Será?! Ou isso ou eu sou uma alienígena desleixada. Pq eu sai de casa de jeans e camiseta, sandálias, nesse calor horroroso que está fazendo, com minhas canetas e a minha garrafa de água... E quando chego lá, parecia que tinha errado o endereço e ido parar numa festa. Numa festa que tinha como tema “o Alasca é aqui”.

    Eu acho incrível que alguém, plena 7 da manhã do domingo, indo fazer uma prova horrorosa, já esteja de cabelo devidamente chapeado (ou escovado progressivamente... ^^), maquiado, cheia de penduricalhos, salto alto e bolsas douradas com muito brilho. Pois lá estavam as advogadas todas embonecadas como quem vai sair pra balada. E com jaquetas, suéteres - como se o ar condicionado nas salas fizesse nevar na hora da prova. E os doutores advogados, em sua maioria, estavam acompanhando as damas, devidamente enfiados em blusas de manga comprida, sapatos de couro, calças escuras... Claro, tinha uns rebeldes excêntricos que nem eu, mas éramos a minoria. Ô raça estranha!!

    Mas o mais bacana não é o visual, e sim os adereços. Pq tinha uns e outros com um verdadeiro farnel dentro da mochila. De toddinho à pacote de biscoito, passando por chocolates, sanduíches, refrigerantes. Ok, era o dia todo de prova, mas teve um intervalo de duas horas entre uma e outra – tempo hábil para ir em casa e almoçar, ir no shopping almoçar... E eu duvido que todo mundo que eu vi com esses lanchinhos não fosse voltar para casa; cheguei cedo para a 2ª. prova e tinha gente levando quase uma cesta de piquenique! Você levar água, uma bobagem pra mastigar, tudo bem. Mas daí a fazer uma refeição completa durante a prova já é demais...

    O outro adereço fantástico e muito notável foram os livros. Códigos, Vade Mecuns, todos enormes e desconfortáveis de carregar. Não faz sentido levar esses trecos para uma prova que não é pesquisada. Primeiro que, se vc não compreendeu a diferença entre imposto e taxa, é improvável que isso vá acontecer cinco minutos antes da prova. E, em segundo lugar, pq não há tempo hábil antes da prova pra vc estudar mais nada. Você tem que encontrar a sua sala e o seu lugar, assinar um monte de papéis e se concentrar pra fazer o seu melhor. Nada que inclua dar aquela última olhadinha na Constituição...

    E um último comentário, dessa vez em relação à lisura da organização desses concursos: gabarito que vem com o nosso nome impresso e leva a nossa assinatura?! Putz... E depois eles querem dizer que é um processo de seleção “justo”. Pff.

    Posted by Debbie Alves :: 5:34 PM :: 2 Comments:

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    Hm...
    23.1.07



    O concurso (um dos) para o qual estou estudando é nesse domingo que vem. E, por mais que escrever seja para mim uma atividade extremamente prazerosa e relaxante, é difícil pensar em algo além dos tributos e das leis fiscais nesse momento.


    Não vou dizer que ficarei ausente até lá, pq a inspiração não liga a mínima para detalhes mundanos tais como o direito tributário. Infelizmente a minha mãe liga, e eu tampouco preciso dar a ela combustível para mais advertências (embora, como toda mãe, ela tenha um estoque quase infinito).


    Enfim, esse post é para avisar isso - de que eu posso dar uma sumidinha, mas logo volto. Desejem-me sorte no tal concurso, pq arrumar um emprego tbm seria sumamente bom, diante das atuais circunstâncias financeiras...


    Mas, na real, eu estou mesmo é cansada... Mentalmente cansada, que vem a ser o pior tipo de cansaço que existe. Não estou dormindo direito (a tensão, o calor e os mosquitos hematófagos não ajudam) e isso me complica inteira, me deixa toda " torta", como diria meu pai. Sem disposição e sem ânimo. Indiferente a tudo isso, eu continuo tendo obrigações, coisas a fazer e que realmente não requerem meu espírito de cooperação ou vontade. Só a minha presença...


    Nesses momentos, eu só queria estar num quarto escurinho, numa cama box com lençóis limpos e um ar condicionado. E dormir... Dormir até tudo passar e eu me sentir viva novamente.


    Bjs pra vcs e até a volta!
    Posted by Debbie Alves :: 7:07 PM :: 6 Comments:

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    Tara
    22.1.07

    Eu admito, ok?! Eu admito!! Cansei de guardar isso dentro de mim. E daí que talvez eu seja uma pervertida sem remédio, ou uma viciada fora de controle? O meu vício só faz sofrer a mim mesma. Tara cada vez mais insatisfeita, nesses tempos de falta de dinheiro. Vontade que não passa, que nunca se satisfaz. Eu tento me saciar em público, de graça, sem chamar a atenção, mas tem sempre alguém que me pega no flagra. Eu faço cara de paisagem e aquele ar de que não tem nada acontecendo. Mas as mãos coçam de vontade de continuar fazendo o que eu estava fazendo, antes de ser invadida por olhares de desconhecidos. Não há mais privacidade nesse mundo, pff.

    Sofro por não poder chegar ao ápice. Eu tento me enganar, aqui e ali, mas há sempre algo novo, algo que eu não conheço e quero muito possuir, provar e chamar de meu. As migalhas as quais me dou o luxo de adquirir só aumentam essa fome sem fim dentro de mim. O bolso se ressente, eu me ressinto. Tentativa pífia de satisfação que logo se desfaz. E não adianta insistir; a experiência, quando se repete, perde um pouco do gosto...

    Cada vez que eu entro naquele templo de tentações, eu engulo em seco. Pretendendo fazer-me de forte. “Não há nada aqui de que eu PRECISE, é entrar e sair, rapidinho”. Nunca é rápido. Eu sempre me rendo aos encantos do lugar, aos seus apelos, expostos com tão pouco caso diante de mim. Me instigando. Me seduzindo. E quando dou por mim, estou mais uma vez cativa, sentindo aquele aroma embriagante penetrando nas narinas e ativando uma área muito particular em meu cérebro. Há diferenças de bouquet, claro, e os mais caros, os importados, são sempre melhores... Alguém devia descobrir como engarrafar esse odor. É o cheiro da felicidade. Ou ao menos é assim para mim...

    Essa época do ano é a pior. Eles estão em todos os lugares, me provocando com um mundo de feitios e formatos. E preços, claro. Mas essa é a maneira mais pobre, digamos assim, de satisfação, embora às vezes compense. Um achado incrível no meio do lugar comum. Algo que vai me fazer feliz por algum tempo...

    Muita gente não compreende. Dizem que existem outros meios de se chegar ao mesmo fim. Que é um desperdício, de maneira geral. Eu não concordo. Eu acho que é uma experiência única. Você tem que saborear o momento, apreciar cada detalhezinho. Sentir o peso e a consistência, amar aquele cheiro único e se entregar, se deixar levar. Só assim você começa a entender a fascinação absoluta que te domina.

    Deus, eu amo LIVROS.


    P.S.- Será que o meu papo de junkie enganou vcs ?! ^^ Infelizmente, é verdade... Sou viciada em papel, livros, e adooooro cheiro de livro novo. Especialmente se for impresso em papel couche!!



    Posted by Debbie Alves :: 5:32 PM :: 3 Comments:

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    New Look
    21.1.07



    Novo visual!! Eu sei, eu sei... Eu sou volúvel. Já mudei o layout do Blog umas 4 vezes desde que ele estreou em outubro do ano passado. Fazer o que se eu me entedio fácil...!!
    Dessa vez, quis dar um ar meio Art Nouveau, meio Alphonse Mucha... uma coisa meio vintage, afrancesada, Molin Rouge... Foi uma luta para achar uma imagem certa. Acho que eu tenho vagado pelo deviantart e pelos sites de PNG desde que voltei de viagem. Finalmente encontrei essa moça, mas ela era loura e vestida em branco... Nada que uma passada não muito rápida pelo PSP não resolvesse.

    E depois, eu fui procurar frames, fontes e backgrounds que me servissem. Demorou um monte arrumar tudo e adequar as coisas da maneira que eu desejava, mas fiquei muito, muito feliz com o resultado... Acho que, à cada mudança visual, o Blog fica mais parecido com a dona. E mais girlie. Kkkkk!

    A base mesmo do layout ainda é a mesma, gosto muito desse modelo de duas colunas. Deu um trabalho dos infernos ajustar as caixas na lateral.... Elas ficavam fazendo fagocitose e englobando umas às outras... Mas após teimar com elas por 2 horas (e ficar um pouco mais cega), finalmente funcionou. Eba!

    Estou cansada e com os olhos doendo, mas acho que valeu a pena. E vcs? O que acham?
    Posted by Debbie Alves :: 4:23 PM :: 1 Comments:

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    Break Free
    20.1.07

    Hoje não tem post. Tem hino. Pra mim, essa música é um hino de poder inapelável, o primeiro grande impacto musical e visual desse grupo incrível que é o Queen na minha memória. Eu assistia e assistia o vídeo e não entendia pq aquele cara bigodudo estava vestido de mulher. Depois, entendi... Mas de certa maneira isso só me fez respeitar ainda mais a valentia, a ousadia e a criatividade esse artista incrível que se chamava Freddie Mercury.

    Essa música tem o dom de me colocar pra cima, não importa o quão eu esteja triste, aborrecida ou deprimida. E como um bom sorriso, nunca é demais, aí vai ela pra vocês. Cante alto, bem alto, e vc certamente vai se sentir melhor depois...!!




    I want to break free
    I want to break free
    I want to break free from your lies
    You're so self satisfied I don't need you
    I've got to break free
    God knows, God knows I want to break free

    I've fallen in love
    I've fallen in love for the first time
    And this time I know it's for real
    I've fallen in love, yeah
    God knows, God knows I've fallen in love

    It's strange but it's true
    Hey, I can't get over the way you love me like you do
    But I have to be sure
    When I walk out that door
    Oh how I want to be free, baby
    Oh how I want to be free
    Oh how I want to break free

    But life still goes on
    I can't get used to living without, living without
    Living without you by my side
    I don't want to live alone, hey
    God knows, got to make it on my own
    So baby can't you see
    I've got to break free

    I've got to break free
    I want to break free, yeah
    I want, I want, I want, I want to break free
    Ooh yeah
    I want to break - yeah eah
    Posted by Debbie Alves :: 4:52 PM :: 3 Comments:

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    Encontros V
    19.1.07

    Ela aguarda, ansiosa. Mesmo sabendo que é claro como a luz da sala, brilhando sobre a sua cabeça, que ele virá. Ele praticamente mora ali, ora essa, para onde iria senão para sua casa?! Mas os fatos não a impedem de sentir-se ansiosa como na primeira vez q ela abriu a porta para ele.

    Mais uma vez, ela usa o espelho da sala para conferir seu visual. Estava... Normal. Maquiagem leve, cabelos caindo soltos pelos ombros, umas gotas do seu perfume favorito (estava no fim e era tão caro e tão delicioso, o maldito). A roupa era bonita, sedosa, convidava ao toque mas não gritava “hey, hoje é nosso aniversário e acho bom vc se lembrar disso”!!. Esperança furada, homens NÃO pensam nesse tipo de coisa. Homens não lembram esse tipo de coisa. Ela tinha sorte quando ele lembrava de pagar a conta do provedor de internet!

    Não não não... Não ia deixar a realidade interferir. Estava usando uma lingerie ousada e meio desconfortável sob a roupa. O tipo de coisa q vc veste para ser admirada e passar pouco tempo dentro dela, só o suficiente para ser sexy. Ela gostava mais das peças de tecido suave, brancas e sem enfeites, mas o cidadão merecia um estímulo visual de vez em quando, não é? Por mais que as malditas fitas fossem inconvenientes. E ela teria que lembrar de prender a respiração e puxar a barriga quando finalmente se desnudasse. Pq embora os homens fossem meio cegos no que se referia àquelas gordurinhas aqui e ali, ninguém pode dar bobeira nessas horas... Não senhor.

    Ela estava conferindo a temperatura do vinho que estava num balde de gelo que ela desencavara do fundo do armário quando o som das chaves na porta a fez se agitar. Droga, queria ter tido tempo de servir a bebida e aguardá-lo com as taças já prontas, quem nem esposinha de filme dos anos 50! O filho da mãe chegara mais cedo...! Antes que ela pudesse protestar, ou fazer a pose sensual perto da porta que ela planejara (gastara uns 20 minutos tentando descobrir qual seria a maneira mais felina de atirar o cabelo para trás), ele entra e fecha a porta atrás de si, chamando por ela. Jogando a bolsa tipo carteiro que ele usava de qualquer jeito sobre uma das poltronas.

    Ah, deus, ele tinha um lírio na mão. Ele se lembrara! Porém, antes que ela tenha a chance de ficar boba com o gesto, ou de bancar a felina no cio, pin-up sexy, ele se aproxima, deseja um feliz aniversário, oferta a flor e... Começa a beijá-la. Devorá-la, indiferente à pose, à maquiagem. Saudoso, faminto do cheiro e do gosto dela. Querendo comemorar do jeito q ela merecia e que ele sabia fazer melhor – com a boca, os dedos, o corpo inteiro. A lingerie elaborada merece pouco mais do que um olhar. Quem se importa com a embalagem, quando o verdadeiro presente está sob ela?!

    Ele a arrasta pra cama, deixando uma pilha de roupas pelo caminho. No fim das contas, sob o ataque sensorial, ela não lembra de puxar a barriga e ele não nota nada daquelas gordurinhas reais ou imaginárias. Fazem amor como se ele fosse um homem sedento e ela uma fonte límpida e fresca. No fim, mãos unidas, ele derrama um “eu te amo” na orelha dela. E então a abraça e deseja um feliz aniversário. Se pergunta onde terá deixado cair o lírio. E ela, atraindo-o para si, admite que realmente não era importante...

    Ps- Pq eu estava com saudades dos encontros de sexta-feira...^^

    Posted by Debbie Alves :: 5:29 PM :: 3 Comments:

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    Preguiça
    18.1.07

    I'm wicked and I'm lazy
    Don't you want to save me

    I'm Lazy when I'm loving
    I'm Lazy when I play
    I'm lazy when I'm speakin
    I'm lazy when I walk
    I'm lazy when I'm dancin
    I'm lazy when I talk
    Open up my mouth
    Air comes rushin out
    Nothin doin nada never how you like me know
    Wouldn't it be mad, wouldn't it be fine
    Lazy lucky lady dancin lovin all the time

    X-press 2 - Lazy

    Isso não é lá mto bonito de se dizer, mas eu juro que estou assim meio morta de preguiça. Se os aliens chegassem hoje e nos transformassem todos em animais q refletissem no então presente estado de espírito de cada um, só haveria duas opções pra mim: ou bicho preguiça ou um daqueles lagartos q se aquecem ao sol, e isso é simplesmente tão bom que vc se aproxima e eles não se mexem... Ou, com muita boa vontade mesmo, um gato. Que deve ser o único ser vivo do qual se espera que durma o dia inteiro e passe as noites na farra.

    O dia não teve nada de anormal que justificasse tal coisa. Médico, pagar contas, estudo... Até almocei fora e comprei um mimo em forma de perfume para mim, além de um dvd/documentário sobre o Foo Fighters q eu achei na baciada (adoro as Americanas). Mas desde que acordei que estou com aquela vontade de simplesmente fechar os olhos, virar pro lado e continuar dormindo, sabem? Sei lá, vai ver é a mudança da Lua ou o meu ascendente entrou em uma casa astral sonolenta. Algo assim bem absurdo.

    O mais estranho é que eu não estou propriamente com sono... E aquela vontade de deitar e limpar a mente, ficar sem pensar em nada específico, deixar as conexões cerebrais seguirem sozinhas enquanto vejo uma nesga de céu azul pela minha janela. Brincar de fitar as nuvens e adivinhar-lhes as formas. “Ah, essa parece um castelo”. “Ah, aquela parece uma maçã”. “Nossa, eu seria capaz de jurar que aquela nuvem está na forma de um orangotango fazendo yoga!”... Algo do gênero.

    Já li tudo o que tinha pra ler, a programação do cinema e da TV não está lá muito atraente e a inspiração rpgística está abaixo de zero... Tsc, acho q vou simplesmente aproveitar esse espírito de não fazer nada... Que embora seja vagamente agradável, tbm é meio cansativo. Não gosto de me sentir assim por um longo tempo. Aborrece!!

    Bjs preguicentos para vocês...

    Posted by Debbie Alves :: 6:13 PM :: 5 Comments:

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    Limites Virtuais
    17.1.07

    Amizades são uma das coisas muito boas na vida. Se elas pulam do virtual pro real, melhor. Chato mesmo é a distância. A impossibilidade de estar fisicamente perto daquela pessoa quando vc pode ver, através daquelas letrinhas que piscam na tela, q ela precisa de um abraço, de um ouvido para chorar as pitangas ou de um ombro presente e silencioso.

    Essa é a parte frustrante dessas coisas online. Saco. Vc tenta, mas palavras digitadas e emoticons não fazem um serviço muito bom. Eles não transmitem muito calor, não importa quantos “:*” ou “>:D<” vc use. Passam longe da coisa real, e isso é deveras aborrecido. Você se vê limitado. E como infelizmente teletransporte ainda é uma benesse que só o pessoal do sci-fi e o capitão Kirk tem, vc se obrigado a trabalhar com as ferramentas que tem.

    As palavras se derramam através do teclado. Desculpas não se fazem necessárias – entre amigos, desculpas só são ditas quando a merda é grande demais para a tabela de tolerância (que, felizmente, nem precisou ser usada). As teclas tentam emular a vontade de segurar a mão e escutar, de poder dizer uma besteira com toda a seriedade, que despertará uma risada meio contrariada, mas sincera. Por fim, eu vou ao jardim virtual e escolho a rosa amarela que mais me agrada, na esperança que agrade também a certa guerreira de carinha amarrada e asas caídas. Eu mando um demônio de olhos azuis como mensageiro e beijos sabor chocolate como bônus pra adoçar a vida dela. E que todos esses mimos virtuais a façam sorrir, surda aos aborrecimentos q ela já teve que escutar e presenciar no dia de hoje. Óbvio, torcer para que o seu belo sorriso se recupere, que ela se sinta melhor. Será vaidade pensar q parte disso pode ser obra minha? Espero que não...

    Um abraço a todos os meus amigos reais/virtuais/reais de novo que passam por aqui. E um bem especial e caprichado pra certa Alada, para q ela se sinta melhor...

    Posted by Debbie Alves :: 12:53 PM :: 3 Comments:

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    Outside the box
    16.1.07

    “Pensar fora da caixa” é uma daquelas brilhantes expressões americanas q realmente fazem sentido pro resto do mundo.

    Pensar fora da caixa é ver o mundo por um outro ângulo, considerar novas possibilidades ou ver as velhas possibilidades de uma nova maneira.

    Pensar fora da caixa significa subverter a ordem estabelecida, abraçar os novos fatores e as mudanças, respeitar, entender e aproveitar a diferença.

    Pensar fora da caixa não é rápido ou fácil. Requer certa prática e disciplina. É difícil vc seguir na contra mão de tudo que te foi ensinado, que está previamente estratificado, que te é familiar e dentro das suas expectativas.

    Pensar fora da caixa pode ser desesperador, frustrante e assustador, em vários momentos. Mas pode ser também recompensador, edificante e funcionar como um holofote no negrume denso da falta de idéias e perspectiva.

    Portanto, a pílula de hoje é (vcs, leitores argutos, já sabem o q vem por aí) : tente pensar fora da caixa. Vc pode se surpreender de maneira positiva.


    Ps: Again, um post pouca coisa maior do que a foto... Big Affe pra mim :P.

    Posted by Debbie Alves :: 6:36 PM :: 4 Comments:

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    Reunião
    15.1.07


    Era uma reunião. Elas não se encontravam se não fosse extremamente necessário; embora dividissem o mesmo espaço, era improvável afirmar que elas gostavam umas das outras. Pois cada uma delas tentava se sobrepor à outra, ser a dominante. Claro que variava; um dia uma estava no topo, pra ser substituída por outra no dia seguinte. Aquela indefinição, por mais que fosse esperada, tinham o poder de aborrecê-las e, de certo modo, era isso que as mantinha unidas... Isso e dividirem o mesmo corpo, claro.

    A Advogada, com sua expressão fechada e ar de impaciência, pensa que deveria estar estudando e não perdendo tempo naquela socialização forçada. Afinal, ela era a única ali que se preocupava com questões urgentes, tais como emprego e grana para pagar as contas (absolutamente supérfluas, na sua opinião) no fim de cada mês. As outras eram umas cabeças de vento que pareciam confiar plenamente naquele dito popular de que as coisas eventualmente se resolveriam, de um modo ou de outro... Cabeças de vento, ela pensa e maldiz o destino que lhe arrumara tal companhia.

    A Artista, com sua ponta de desprezo por essas coisas mundanas, comentava com a Adolescente os novos planos para os escritos, apontava com orgulho as fotos que havia tirado em uma viagem recente e lamentava que o seu tempo de criação havia sido de reduzido por causa “dela”. A Advogada era a merecedora das aspas e da designação duvidosa; com sua visão realista do mundo, não cansava de dizer que aquele negócio de arte, de literatura, de RPG, era pura perda de tempo. E tinha a sua posição reforçada pela Mãe de todas elas, que concordava plenamente com tal postura responsável...!

    A Adolescente, com a sua camiseta onde se lia “punk royalty”, abana com a mão no ar enquanto estoura uma bola de chiclete. Gesto vazio para espantar o mau agouro da Advogada. Ela também faz comentários, diz que “assim que deixassem” (olhada fatal para a Advogada, que parecia mto ocupada calculando o valor que pagaria de INSS naquele mês) ela iria escrever para os rpgs, já sabia mais ou menos o que iria acontecer, e comprara um maravilhoso livro de referência sobre os x-men que com certeza ia ajudar – e muito – no desenvolvimento das tramas. Mesmo de cabeça baixa, a Advogada rosna que gostaria de ver tanto empenho no estudo do Dir. civil. Ao que a Adolescente responde que se em qualquer ponto daquele resumo idiota tivesse alguma coisa divertida, o empenho seria similar...

    A velha discussão só não explode pq a Ama chega, esbaforida, e pede uma água, pelo amor de Deus. Aquela vida de ir a bancos pagando contas e fazendo supermercados não era vida. E ela sequer ganhava um “muito obrigada” por isso, verdadeiro absurdo...! Por isso, era bom aquelas bitches calarem a boca e pararem de encher o saco, pq elas não sabia nada acerca d trabalho pesado e não-remunerado.

    A Amada chega, graciosamente atrasada, carregando compras que fazem tanto a Ama quanto a Advogada revirarem os olhos em desgosto. “Ah, umas bobagenzinhas, nada de mais...” ela diz naquele tom usualmente delicado e feliz que ela usava, estendendo os últimos lançamentos de quadrinhos para a Adolescente, e uma caixa daquele grafite 4B da Pentel q era impossível de se encontrar para a Artista. Ela exibe os brincos em forma de estrela que comprara para si. Para a Ama e a Advogada, ela murmura um “desculpe, não encontrei nada que agradasse vcs”.... Com um ar cândido demais para ser verdade. Outras chegam e vão se acomodando: a Amiga, maternal e preocupada, a Ao Contrário, sempre do contra e de cara feia, a Amante, que andava meio sozinha naqueles tempos (mas ainda esperançosa) e outras, outras mais, até que a mesa fique cheia de vozes e figuras femininas semelhantes entre si, e, ao mesmo tempo, tão diferentes. A Advogada (sempre ela) toma a palavra e faz as irmãs fazerem silêncio. Afirmando que era tempo de mudanças, que chegava de tanto descaso. Já tinham trinta anos, pelo amor de Deus! Hora de fazer algo mais produtivo do que se pendurar na internet *olhada fatal para a Adolescente, e a Artista*, e que tinham que chegar a algum consenso. Pq, do jeito que estava, não dava mais. Mesmo a contragosto, a maioria concorda. A Advogada tinha razão. Devia haver mesmo um motivo para ela ser a dominante na área racional – ia até fazer uma pós-graduação, a danada... Mas de qualquer maneira, há um monte de ressalvas. Os escritos iriam continuar, assim como o RPG e os quadrinhos. Ainda que diminuíssem, sofressem atrasos. Caso a situação empregatícia se resolvesse, a Ama não ficaria tão estressada e a Amada poderia continuar com suas compras fúteis sem abrir um rombo no orçamento. A Ao Contrário faz um monte de observações cínicas as quais ninguém dá muita trela.

    Ao fim da reunião, elas tomam seus frappucinnos, a tensão do encontro mais ou menos diluída pelas risadas e pela concordância. Uma a uma, elas vão indo. Menos a Artista. Ela checa o relógio e sorri. Era a hora dela, era a missão (e o prazer) dela escrever, relatar acontecimentos e urdir novas histórias. Assim, ela se ergue e segue as demais, seu cérebro se enchendo de frases e metáforas. As letras dançando de maneira harmônica e feliz. E aquilo a faz sorrir...


    Ps: Vale a pena clicar na imagem e conferir os detalhes ...^^ O original dessas fotos pode ser visto aqui.
    Posted by Debbie Alves :: 5:55 PM :: 4 Comments:

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    Memórias
    14.1.07


    Long lost words whisper slowly to me,
    still can't find what keeps me here,
    when all this time i've been so hollow inside.
    I know you're still there.

    Watching me, wanting me.
    I can feel you pull me down,
    fearing you loving you.
    I won't let you pull me down.

    Watching me, wanting me.
    I can feel you pull me down,
    saving me, raping me,
    watching me?

    Evanescence – Haunted

    Ela ergue o olhar para o horizonte. Na sua memória, o lugar era assustador e imponente. Ainda era assustador, mas deixara de ser imponente. Estava... Aparentando a falta de cuidados da qual fora vítima. Não, vítima não... Tal descrição jamais caberia àquela casa. Mesmo decaída, com a pintura branca arrebentada em feios veios negros, ainda guardava em si uma aura de ameaça silente. Como um velho capaz de lhe acertar pelas costas com uma bengalada.

    O mato crescia de maneira selvagem, as árvores despidas de folhas aumentando o ar lúgubre. A moça ignorou aquela sensação de frio que crescia dentro dela, fechando o casaco com mais força e advertindo-se mentalmente que não era nada. Era apenas uma velha casa vazia e não poderia fazer-lhe mal. Se continuasse repetindo aquilo como um mantra, no fundo de sua mente, certamente acreditaria. Seus pés a levam por um caminho conhecido, mas que ficara perdido em sua memória por anos. Tendo apenas o vento passando pelos galhos secos e o som dos seus passos como companhia, ela se aproxima cuidadosamente dos degraus. Estavam afundados em alguns pontos e ela testa se agüentariam o seu peso antes de subi-los. A última coisa que queria era que algo na casa a machucasse, confirmando assim todos os seus pesadelos e impressões de que aquele lugar não só tinha alma, mas como era uma péssima alma. Talvez apenas refletisse a má índole dos seus moradores...

    O contato da chave gelada entre os seus dedos a traz de volta à realidade. Ela destranca a porta principal com alguma dificuldade, e é recepcionada pelo som de dobradiças protestando e pelo odor de velhice, de coisas guardadas e não-ditas. Os móveis estavam cobertos por lençóis, as janelas estavam cegas, cobertas de pranchas de madeira que pouco deixava passar a luminosidade do dia. Havia poeira e aranhas haviam transformado aquele lugar em sua cidadela. Teias elaboradas e intrincadas espalhavam-se por todas as superfícies, pendendo do teto como pingentes cobertos de pó, que tremiam à medida que ela caminhava naquele mar cinzento, deslocando o ar que parecera estar morto por anos a fio.

    O silêncio que antes a incomodara agora era encarado com muito mais relaxamento. Quase como um velho amigo. A casa estava vazia. Cada pessoa que assombrara a sua infância naquele lugar já havia se ido. Irônico que ela tivesse sido a única herdeira, no final das contas. Aquela residência amaldiçoada, cheia de pessoas infelizes vivendo suas vidas infelizes geração após geração. Ela temera não se livrar de tal desígnio familiar. O pensamento de que talvez não tivesse se livrado – e que a única razão pela qual a casa caíra em seu poder era garantir que ela também pagasse ali o tributo de infelicidade que era esperado dela – faz o momento de relaxamento sumir como se jamais tivesse existido. Ela sente a garganta se estreitar. Como ali poderia ser tão escuro se era dia claro lá fora?! A luz que vinha da porta parecia morrer e sumir, sufocada sob a aura escura e densa daquela sala...

    Assim como ela mesma se sentia. Ela estava se sentindo sumir dentro daquele recinto, como se a pessoa que ela construíra para si tivesse ficado muito além do umbral daquela porta. Como se cada conquista e vitória perdessem significado e importância, transformando-a mais uma vez numa criança proscrita, indesejada, cercada de adultos que a tratavam como se ela fosse invisível, até que ela fazia algo indevido e isso despertava gritos e advertências e pancadas e....

    Um som muito similar ao de uma risada rouca a sobressalta. Ela quase podia ouvir o manquitolar da velha tia q vivia no sótão, traçando o chão de madeira com sua bengala, um som metálico e cavernoso q a assombrara por anos... Ela se volta na direção da escada que conduzia o segundo andar, levantando uma nuvem de pó que a faz tossir e seus olhos lacrimarem. Quando ela reabre os olhos, percebe-se numa densa penumbra – onde estava a luz do sol que deveria entrar pela porta? Pq a porta estava fechada? E onde... Onde estava a maldita CHAVE?!

    A parte adulta dela tenta se controlar – dizendo a si mesma, de maneira alucinada, que fantasmas não existiam, que portas não se fechavam sozinhas e que chaves não desapareciam no ar. Porém, a criança dentro dela estava prestes a explodir em lágrimas histéricas. Ela fugira, mas retornara, e agora eles a tinham encontrado... Ela sente toques suaves nos braços, nos cabelos. Dedos descarnados, de velhos, de cadáveres. Ela havia retornado, e eles lhe recepcionavam com seus sorrisos falsos, que ela vira descansar em copos cheios de água...

    “Seja bem vinda de volta, queridinha. Vc não foi uma boa menina. Acho que teremos que corrigi-la, não é? Sempre sendo uma garota má. Sangue ruim, sangue ruim. Mas eu te modifico. A vara educa teu filho. Se tua mão pecar, corta-a fora e isso te fará puro aos olhos de deus. Eu faço isso para seu bem. Sangue ruim, sangue ruim... No fim, eu te transformarei numa boa pessoa e terei vencido...”

    Ela grita. Mas não há ninguém lá para escutá-la.



    PS: Orion, eu perdi o seu link com a formatação. Se ler isso e pensar em um meio de reenviá-lo p/mim, eu agradeço ....Bjs!

    Posted by Debbie Alves :: 7:50 PM :: 5 Comments:

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    Desencontros I
    13.1.07



    In these days of cool reflection
    You come to me and everything seems alright
    In these days of cold affections
    You sit by me - and everything's fine
    This could be heaven for everyone
    This world could be fed, this world could be fun
    This could be heaven for everyone
    This world could be free, this world could be one
    In this world of cool deception
    Just your smile can smooth my ride
    These troubled days of cruel rejection, hmm
    You come to me, soothe my troubled mind

    Queen – heaven for everyone


    Eram velhos amigos. Desses que estão na sua vida desde a mais tenra infância, que estão juntos desde sempre. Um não imaginava a vida sem o outro. Estavam presentes nas fotos, recordações, nas festas de aniversário. Haviam dividido puxões de cabelo, brigas pelo último pedaço de bolo, revistas em quadrinhos e discos de vinil (sim, ambos ainda eram da época dos bolachões pretos). Cresceram juntos, com aquela familiaridade peculiar aos amigos de infância. Haviam visto o melhor e pior um do outro, através dos anos.

    Um belo dia, ele despertou com uma certeza cretina e dolorida – era apaixonado por ela. Provavelmente, desde sempre, desde que o seu jovem e imaculado coração abrigara pela primeira vez a garotinha de tranças presas por um laço de fita azul, sorrindo pra ele um sorriso meio desdentado e ainda assim lindo. Dizer que ele havia levado tempo para admitir isso era mentira – provavelmente, ele sempre soubera. Por que sempre existira algo dentro dele, mantendo a sua atenção e afeto na amiga, apesar dos óculos, dos aparelhos nos dentes e daquela fase que todas as garotas têm um corpo de ovo, sem cintura e sem definição de formas. Hoje em dia havia definição de sobra – e sim, a garota desajeitada se transformara numa mulher linda, confiante, capaz de andar em saltos altos sem perder a compostura. Ela não prendia mais os fios escuros em tranças, mas ainda gostava de azul. E tinha, como acessório peculiar, um namorado surfista, massoterapeuta e descolado, cheio de gírias e que chamava a humanidade inteira de “brou”. E ela era louca pelo infeliz.

    Inferno, ele mataria para que ela lhe dedicasse o mesmo olhar de admiração que reservava ao surfista.

    Infeliz com a admissão tardia, ele esfrega os olhos, resistindo à vontade de esconder-se sob os travesseiros e permanecer lá, tal qual um inseto sob uma pedra cheia de musgo. Mas não era um inseto, era um homem na casa dos trinta e tinha que enfrentar o mundo como... Um homem na casa dos trinta, ora essa. Com um suspiro – ser adulto era decididamente um porre – ele estende o braço, apanha os óculos de aros grossos e o mundo entra em foco. Junto com o mundo, entra em foco também um volumoso envelope marrom, pousado em lugar de destaque na mesa de cabeceira. A visão faz a garganta dele se estreitar. O timing da vida era mesmo exato e cruel...

    Horas mais tarde, sentado numa mesa no café favorito, ele mexe sem vontade seu
    amor-perfeito. Talvez devesse ter escolhido outra coisa, já que qq prognóstico em relação à “amor” não era especialmente positivo, naquela manhã. Ele toma um gole e faz uma careta. Doce demais...!! Os vários pacotinhos de açúcar vazios atestam que ele adoçara demais a bebida, distraído e ansioso com a espera. De má vontade, ele empurra a xícara no momento em que ela entra no recinto, uma nuvem de ouro e pêssego e energia mal contida. Impossível olhá-la e não sorrir como um completo idiota. Ela se aproxima, envolvendo-o numa nuvem de Miss Cherie Dior e o cheiro dela. Cumprimentando-o com um beijo efusivo no rosto, beijo q ele queria muito que fosse nos lábios. Ela se acomoda, pede um cappucinno light e o fita com ar de expectativa...

    Por um instante, ele não consegue entender o ar de expectativa. Saberia ela de algo?! Estaria feliz com isso?! Porém, o envelope marrom queima a sua memória. Numa voz sem emoção, ele começa a contar que havia recebido o resultado do pedido de bolsa. Havia sido aceito. Tinha um mês para apresentar-se na Universidade, praticamente do outro lado do mundo... Enquanto contava a novidade, a encarava com um mundo de desespero nos olhos escuros. “Me pede pra ficar que eu fico”, ele pensa de forma alucinada. “Me pede pra ficar, e eu chuto esse mestrado pra pqp, vamos abrir uma barraca de sanduíche natural e viver de felicidade e amor”.

    Claro que ela não pede pra ele ficar e nem diz que tudo o que ela sempre quis foi ter uma barraquinha de vender sanduíche natural. Ela fica feliz por ele, por sua grande conquista. Diz invejá-lo pela chance de conhecer um país tão maravilhoso e o felicita com toda a propriedade e sinceridade reservada aos velhos amigos. Oferece ajuda para empacotar suas coisas, e que podem usar a pick-up do Duda, “Vc sabe, né? O Duda, meu namorado”. Ele segura a xícara e o sorriso plastificado no rosto a custo. Toma o xarope extremamente doce de café (agora frio) apenas para encher a boca e não falar nenhuma tolice. O açúcar desce grosso pela língua. Grosso como a sua decepção. Pena q não melhora em nada o sabor do seu coração partido.

    Após algum tempo ela se vai. Prometendo ligar mais tarde, muito feliz por ele, etc, etc. Ele se despede dela mecanicamente. Sustentando a postura de “grande amigo que está feliz partindo por outro lado do mundo” da melhor maneira que pode. A porta se cerra atrás dela e o sorriso se cerra no rosto dele. Ele chama a garçonete e pede um
    Scottish Coffee. Mais Scottish, menos coffee. Ao diabo se era cedo ainda. Em algum lugar do mundo, já era hora do happy hour. Mesmo q no caso dele fosse sour hour...
    Posted by Debbie Alves :: 5:37 PM :: 1 Comments:

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    Headache... Again
    12.1.07

    There's a little black spot on the sun today
    That's my soul up there
    It's the same old thing as yesterday
    That's my soul up there
    There's a black hat caught in a high tree top
    That's my soul up there
    There's a flag pole rag and the wind won't stop
    That's my soul up there

    I have stood here before in the pouring rain
    With the world turning circles running 'round my brain
    I guess I'm always hoping that you'll end this reign
    But it's my destiny to be the king of pain

    The Police – King of Pain

    Mais uma vez, a dor de cabeça é o tema. Pq cá estou eu, com dor de cabeça, de novo... A segunda desde que voltei de viagem. Tô começando a achar q é alergia à minha casa (ou, mais especificamente, a alguns membros da família). Ainda bem que não é daquelas que pede um quarto escuro e silêncio... É mais aquele desconforto aborrecido no fundo da testa. Talvez eu não esteja dormindo tão bem qto deveria.

    Enfim, estou devidamente empilulada. Pq eu amo pílulas e detesto sentir dor. “Todo mundo detesta sentir dor”, vc pensa. Bah, ledo engano. Conheço um bocado de gente que detesta remédios e prefere enfrentar estoicamente a dor, na mais alucinada crença de que aquilo vai passar. Claro que eventualmente passa mesmo, mas não sem piorar bastante antes. E eu não tenho estômago/paciência/saco de esperar que isso aconteça. Prefiro apelar mesmo pro velho e bom analgésico. Sou fraca... Blame me. Mas antes de ser um vício particular, é um gesto altruísta. Faço isso pelo bem da comunidade....

    O grande problema é que, quando o meu cérebro registra dor de algum tipo, milhares de anos de desenvolvimento social e civilização simplesmente são trancados em algum lugar, dando lugar a uma selvagem mulher das cavernas que só rosna monossílabos e que queria mto se livrar da dor que sente – quebrando coisas, pessoas ou a própria cabeça. Qualquer coisa do gênero. “MIM ESMAGA!!”, no melhor gênero Hulk clássico, sabe? Eu não sou naturalmente a pessoa mais “up” do mundo (apesar do que dizem...) e sentindo dor, então, nem se fala. Nessas horas eu queria pendurar uma placa de “cuidado: cão feroz” no pescoço. Apenas distância e o abençoado silêncio... Apenas enquanto o remédio faz efeito. Por favor, por favor, por favor.

    Claro que nada disso acontece, e com aquele timing que só as pessoas detestáveis têm, é nessa ocasião em que me pedem para fazer coisas chatas, verbalizam perguntas idiotas, observações cretinas são proferidas e aquela vontade insana de ser um personagem de desenho animado e puxar uma bazuca de dentro do bolso toma conta. Hora de respirar fundo, conter a língua e pensar q vc é praticamente uma lady e ladies não fazem esse tipo de coisa. E enquanto isso, o remedinho vai operando a sua mágica...

    Comecei esse texto com essa pressão forte atrás da minha testa, mas agora... Está tudo bem, apesar das vozes continuarem me aborrecendo com coisas como fechar as janelas e guardar a roupa limpa... Elas soam tão distantes. Talvez seja o remédio. Talvez eu apenas esteja perdida no gozo da criação literária. Uma deliciosa combinação de ambos.

    O que eu sei é que, agora, eu me sinto muito bem...

    Posted by Debbie Alves :: 7:01 PM :: 5 Comments:

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    Pesadelo
    11.1.07



    Close my eyes start dreaming
    See a vision filled with wings
    Head my way
    Feel the presence of unknown power
    Telling me to come
    This is the only way

    It's a dream within a dream
    Lost and lonely
    Don't get pulled by the
    Devil's hand

    Nightmare it's got me runnin'
    Nightmare it's calling you
    Nightmare it's got me runnin'
    Nightmare it's calling you

    It's a dream within a dream
    Lost and lonely
    Lost forever
    Don't get fooled

    Black Sabbath - Nightmare

    Madrugada. Lá fora, o calor impiedoso de verão, que se espalha pelo negrume da noite. Aqui dentro, a garota se revira na cama. De um lado para o outro, meio perdida num oceano de lençóis e travesseiros.Ela tenta se livrar deles, na esperança de respirar melhor. Esperança vã, pois eles envolvem seus braços e pernas, impedindo-a de escapar para o lado desperto. Mantendo-a cativa do Sonho.

    Geralmente seus sonhos eram reflexos meio embaçados do seu cotidiano. Ou ela sonhava que estava de volta à escola – uma época mais feliz, com menos preocupações. Mas hoje, Sonho parecia querer usá-la como cobaia para novos pesadelos. Não compostos de imagens, mas de sensações.

    Ela sentia o chão áspero sob os pés. Um peso que lhe toldava os movimentos. As unhas se fincando numa parede lodosa e nojenta. Ela estava agradecida pela obscuridade, pois a penumbra lhe permitia imaginar que aquela coisa gelatinosa era somente lodo. Não havia muita luz, ela não sabia para onde ia, nem onde estava... Só sabia que era mal iluminado e estranho, e que ela tivesse alguma coisa na cabeça além de vento, era melhor manter-se andando.

    Andar. Não deveria ser difícil, não é? Um pé atrás do outro. Com ritmo. Coisa que ela conseguia fazer sozinha desde muito cedo. Então... Por que ela tinha a impressão de estar afundando em algo gelado a cada passo? E ela não parecia avançar... Aquele ponto de luz, fugidio, à distância, nunca mais perto.

    Uma voz chama seu nome e ela volta a cabeça naquela direção. Uma não, duas... Várias. De pessoas que estavam enterradas no passado, de maneira simbólica ou literal. Gente que havia morrido na morte, gente que havia morrido em vida. Aqueles a quem ela deseja rever não pareciam felizes em chamá-la; aqueles que ela nunca mais queria ver soavam extremamente satisfeitos... Mais uma vez a sensação de urgência a consome: TINHA que sair dali. Simplesmente TINHA.

    Seus movimentos vão ficando cada vez mais apertados por algum laço invisível. Como se algo estivesse lhe puxando mais para o fundo. Não fora fugitiva, em momento algum. Ratinha de laboratório presa dentro de um labirinto de cartas marcadas. Sem escapatória. Dedos descarnados roçam seu corpo com a zombaria gelada do ex-amantes. “Fique conosco...Fique”.

    Ela abre a boca para berrar. Uma negativa, talvez. Seu grito morre na garganta. Um mundo de coisinhas brilhantes desaba sobre seu rosto. As coisinhas brilhantes tem asas e pequenas patinhas, que passeiam pela sua língua, fazem cócegas no fundo de sua garganta, o zunido das asas translúcidas que vibram enchendo sua cabeça, seu mundo...

    A garota grita mais uma vez – só que essa é de verdade. Ela acorda com um repelão, presa pelos lençóis que são atirados longe assim que ela consegue se livrar deles. A mão no peito, tentativa de recuperar o fôlego roubado. Os olhos se movem pela penumbra, reconhecendo as formas familiares das coisas do seu quarto. Uma risada seca sai dentre seus lábios apertados... Nada de mais, só um sonho ruim.

    Nada de mais, mas naquele resto de madrugada a luz do banheiro permaneceu acesa, uma lâmina amarela cortando o escuro da noite.

    Posted by Debbie Alves :: 9:48 PM :: 1 Comments:

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    Autoimagem
    10.1.07

    Now once it was told to me
    We're born with a magic key
    It opens the door to miracles of spring

    It takes you to wishing wells
    To ice cream and carousels
    And yet this magic key won't unlock a thing

    Unless you have a happy, ya have a happy
    Have a happy, warm smiling face
    I start believin', in believin'
    Let your address, be sunshine place

    There's love and there's joy I'm told
    Much more than your heart can hold
    It's there like the ring you would grab
    On a merry-go-round

    The world isn't half as gray
    With friends on a rainy day

    Elvis Presley - Have a Happy

    Esses dias olharam pra mim (mais de uma vez) e disseram “Debbie, vc é uma pessoa tão feliz!”.

    Estranho isso de auto-imagem, não é? Não me vejo como alguém “feliz”. Ou ao menos não de uma maneira que isso se torne tão visível na minha conduta. Eu consigo imaginar uma lista de atributos que eu imaginava mais visíveis na minha pessoa: tais como cinismo, sarcasmo, ironia, beber água o tempo inteiro e ser meio maníaca por banhos. Mas feliz? Não... Isso dificilmente entraria na minha lista.

    Acho que isso deve servir de prova que a gente muda mesmo, de qualquer jeito. Passei tanto tempo sendo a “garota de preto no cantinho fazendo comentários irônicos” que achei mesmo que ainda fosse assim. Pelo jeito, não sou mais – ou, ao menos, não com a intensidade que fui um dia. Acho que hoje eu sorrio mais. Estou mais aberta às coisas que se desenrolam diante de mim, sem tentar controlá-las como fazia quando era mais jovem (e menos experiente). Aprendi a respeitar as diferenças, a ter mais paciência com as pessoas e simplesmente usufruir as coisas boas que surgem de maneira inesperada. Aprendi também a tentar não se deixar abalar pelas coisas ruins q também surgem de maneira inevitável. Não existe convivência perfeita, e as boas amizades, aquelas de verdade, são sim, entremeadas de momentos difíceis, complicados... O segredo das boas amizade é a superação desses momentos hardcore.

    Acho que estar zoando com os amigos e me divertindo à beça contribuíram para que eu fosse uma pessoa feliz. Estar com pessoas que gostam de mim, que se viram apreciando a minha companhia apesar de seu ser meio chatinha, meio mandona, meio poser, totalmente nerd e dada a acidentes com biquínis (conto essa história outro dia...) decididamente me ajudaram bastante a ser uma pessoa feliz... Ainda que eu continue gostando de me vestir de preto, usando braceletes de couro e metal e comprando camisetas que dizem “Punk royalty”...

    E nem vou mencionar quão feliz me fizeram a empadinha de Cartola e a “Gozadinha da Sé”. Kkkkkk!!!

    P.S.: Assim que revelar o filme eu posto aqui meus esforços artísticos como fotógrafa...

    Posted by Debbie Alves :: 8:03 PM :: 3 Comments:

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    Impressões de Viagem
    9.1.07




    Só mesmo uma ausência de 10 dias pra justificar essa foto que ilustra o nosso texto hoje. Geralmente não forço as pessoas a olharem pra minha cara (especialmente numa foto fora de foco e sem enquadramento assim), mas fica difícil falar das minhas férias sem mim e sem os outros q coloriram esses dias. Esses aí são, no sentido horário (começando às 12 horas): Celina, Cliver, Diana, Pri, Eu, Mari,Iggor e o Doh no centro . Apresentações feitas; vamos à primeira parte das considerações...

    Pra começar, Recife é uma cidade bem maior e mais movimentada do que eu me lembrava. Ok, Eu tinha ido lá há longínquos 20 anos atrás, mas acho que a minha memória não é realmente o que há de mais confiável. Ou eu era uma criancinha sem percepção de espaço e movimento, vai saber. Os shoppings são legais, o cinema do Guararapes é melhor do que os do Iguatemi aqui da Terrinha e os motoristas são muito, mas muito mais alucinados do que os malucos com os quais estou acostumada.

    Eu já tô habituada com o combo calor-mosquitos, mas digamos que a intensidade da coisa também me surpreendeu. Viva o ar-condicionado, à água e aos meus skills de assassina treinada de muriçocas.

    Foi bom estar sob outro céu, ver um mar de outra cor e ouvir sotaques diferentes. A visita ao Brennand foi o máximo, não há nada naquele estilo em termos culturais aqui na terrinha. Porto de Galinhas é uma delícia de lugar (e olha q eu nem gosto de praia!!). mas o melhor mesmo da viagem foram as pessoas q eu conheci... Quer dizer, eu já as conhecia por telefone, internet e coisas assim. Não se compara à experiência ao vivo, de ouvir suas risadas e sentir seus gestos de carinho. Refiz novos amigos nesses dias. E isso me deixa especialmente feliz...

    Mas devo admitir que senti falta da minha cama, da minha mãe me dando a benção e das horas de ócio produtivo na internet... Bem dizem q o melhor de viajar é estar de volta em casa!!!
    Posted by Debbie Alves :: 6:47 PM :: 4 Comments:

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    I'm back...!
    8.1.07



    Voltei ontem de viagem. Ainda cansada, ressaqueada (existe isso?!) de tanta diversão. Adorei (re) conhecer cada pessoinha especial com quem cruzei nesses dez dias. Exceto alguns fatos isolados, comuns à convivência humana, todo o resto foi maravilhoso. Um encontro que deixou saudades...


    Mas a partir de amanhã estaremos de volta com a nossa programação normal (at least I hope so). Por enquanto, eu só preciso colocar o sono em dia e reunir coragem pra reassumir os estudos, a esteira e os meus atrasos bloggeiros/rpgísticos...




    Bjs, senti saudades de todos vocês!! E eu sempre me envergonho de fazer um post pouca coisa menor (ou maior) q a foto em questão... ^^'
    Posted by Debbie Alves :: 10:38 PM :: 6 Comments:

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